Autor: Sérgio Frias

Seniores – 22ª Jornada do Campeonato (vs. FC Maia Lidador)

O comboio Regional que pára na Maia e o Touro Enraivecido

Este Domingo fomos até à Maia para assistirmos a mais um encontro da nossa equipa. Nem tudo correu de feição e regressámos a Rio Tinto com uma derrota (3-1).

Saímos de Rio Tinto já tarde, como aliás é costume quando vamos acompanhados, mas conseguimos chegar ao Estádio Prof. Dr. Vieira de Carvalho ainda a tempo do apito inicial. Enquanto estivemos à espera de quem chega fora-de-horas deu tempo para olharmos para o XI inicial e ver que Pedro Ferreira escolheu “os mesmos” à excepção de Maga que fica no banco por troca com Ricardinho.

Paulo, Boni, Bruno, Ricardinho, Rocha, Novais, André, Jorge, Simão, Matos e Macieira
Paulo, Boni, Bruno, Ricardinho, Rocha, Novais, André, Jorge, Simão, Matos e Macieira

Mesmo com o GPS (não perguntem porque é que precisamos de GPS para irmos para a Maia) conseguimos não ir directos ao Estádio mas ficamos a conhecer zonas que não conhecíamos na cidade da Maia. Fica a nota mental para ir directos ao Estádio na próxima vez.
Notamos que o Estádio Prof. Dr. Vieira de Carvalho ainda continua em obras na sua zona envolvente e notamos também que o Bar dedicado aos adeptos visitantes continua ao abandono.

Primeira Parte

O jogo começa com algum atraso mas logo ao primeiro minuto de jogo Paulo Monteiro, no seguimento de um livre marcado no lado direito, falha o alvo por muito pouco. Passado apenas um minuto, a equipa maiata tem um lance muito perigoso anulado já na grande área do Sport. Aos 7′ Ricardinho tem uma recepção de bola de grande classe. Foi tão doce que até anotamos para falar dela.
Durante o primeiro quarto-de-hora, o Sport teve mais bola e mais domínio de jogo, com bons pormenores mas sem nunca conseguir materializar os lances em golos. A equipa da Maia aventurava-se no ataque a espaços, nunca deixando o Sport “sossegar” defensivamente.

O jogador mais avançado do clube Maiato é Cafú, avançado experiente que já jogou na primeira liga (há muitos anos atrás) e que neste momento nos pareceu ser uma espécie de treinador-jogador no clube da casa. Sempre muito activo a comandar e a tentar falar com os seus companheiros de equipa.

Paulo a conduzir mais um ataque. Conseguem contar os apanha-bolas?
Paulo a conduzir mais um ataque. Conseguem contar os apanha-bolas?

O Estádio Prof. Dr. Vieira de Carvalho faz parte de todo um complexo desportivo e como tal o relvado tem pista de atletismo à volta… já sabem do que nos vamos queixar não já? Pois é, voltamos a ter um estádio com pista de atletismo e zero apanha-bolas. Cada bola perdida para além do terreno de jogo é uma paragem de largos segundos. No entanto, a equipa local teve a sensatez de deixar 3 ou 4 bolas perto de cada baliza, para que pelo menos os pontapés de baliza fossem mais céleres.

Aos 20′ de jogo o FC Maia tem um lance perigoso na área do Sport mas a bola é aliviada para canto; passados 6 minutos o camisa 8 (Sérgio Ferreira) remata do meio da rua e obriga Matos a uma bonita defesa para canto. No seguimento do canto o camisa 4 (Vasco Nogueira) coloca a bola no fundo das redes de Matos. Estava inaugurado o marcador.

A equipa da casa aproveita a paragem no jogo para se refrescar… lembram-se das paragens que os árbitros fazem quando está muito calor para os jogadores se poderem hidratar? Foi uma coisa do género, festejaram o golo e fizeram uma pausa não programada para beber água do cantil perante a nossa incredulidade.

Ricardinho prepara-se para cruzar
Ricardinho prepara-se para cruzar

Por volta da meia-hora de jogo João Novais desmarca Ricardinho na esquerda que consegue ir ir até à linha final e cruzar a bola para Bruno Teixeira que por muito pouco não iguala a partida para o Sport. Aos 35′ o camisa 10 (Ricardo Costa) aumenta a vantagem para a equipa da casa num livre directo.

Momento do 2-0
Momento do 2-0

Nesta altura alguém do FC Maia Lidador vai atrás das duas balizas e recolhe as bolas que lá estavam e leva tudo para o banco maiato. A partir daqui cada vez que uma bola era jogada para fora do terreno de jogo a reposição da bola em campo era feita com mais lentidão que a VCI em hora de ponta.

Via de Cintura Interna em hora de ponta
Via de Cintura Interna em hora de ponta

Aos 41 minutos o clube local vê um golo ser-lhe anulado e passados poucos minutos um jogador maiato faz falta dentro da grande área (bola na mão). Passaram-se 2 minutos de protestos até que Boni pudesse marcar o penalti e reduzir a vantagem para apenas 1 golo. Estava relançado o jogo, o Sport reduzia num dos últimos lances da primeira-parte e apesar de ir lutar contra mais do que apenas 11 jogadores, estávamos confiantes que era possível assistirmos a mais uma reviravolta no marcador.

Intervalo, Ambiente e Bar

Chega o apito de intervalo e lá vamos nós tentar arranjar de comer (houve quem trouxesse marmita de casa) e de beber. Ora como o Estádio não tem Bar que sirva os visitantes lá vamos nós conhecer o centro da Maia. Felizmente existem uns 4 cafés quase à porta do Estádio e lá conseguimos beber pelo menos alguma coisa. Enquanto saboreamos a nossa cerveja, analisamos a planta do complexo desportivo maiato e questionamos o que será preciso fazer para ser chamado de Professor e Doutor ao mesmo tempo. Continuamos a abominar pessoas que gostam de ser chamadas de Senhor Doutor e Senhor Engenheiro e outros que tais quando damos de caras com o Tone Camelo que veio ver a bola num belo domingo solarengo, mas como ainda vai a caminho do bar e o intervalo está quase a terminar decidimos voltar para o interior do recinto. Ainda temos tempo de visitar os wc’s (umas arrecadações) e constatar o estado de total abandono do que, em tempos, foi um bar para os visitantes.

Segunda Parte

Recomeça a partida e ao minuto 53 Ricardinho recebe cartão amarelo e uma ovação por parte dos adeptos locais. Festejaram quase tanto como nos golos e não conseguimos entender bem o por quê. Neste mesmo minuto Pedro Ferreira promove as primeiras alterações na equipa e faz entrar Careca e Diogo para os lugares de Simão e Pedro Rocha.

Remate de Bruno Teixeira
Remate de Bruno Teixeira

Dois minutos volvidos e Ricardinho assiste Bruno Teixeira que tem um remate de belo efeito mas acabou anulado pelo guardião maiato. Entretanto vão-se perdendo bolas pelo complexo da Maia, ora na bancada, ora na pista de atletismo.  Aos 62′ O FC Maia Lidador vê novamente um golo a ser-lhe anulado e aos 68′ Cafú surge isolado na cara de Matos mas acaba por adiantar demasiado a bola com a pressão feita por Jorge Pereira e Matos limpa a jogada.

Aos 73′ Bruno Teixeira envia a bola à trave na sequência de um canto e passados dois minutos Maga e Carlos Sousa entram em campo por troca com João Novais e Ricardinho.

As paragens de jogo intensificam-se tanto por habilidade dos locais como por (in)capacidade do Sr. Juiz (assistimos umas 6 ou 7 bolas ao ar só na 2ª parte). Cada lance de perigo do Sport em que a bola saisse do terreno de jogo implicava uma paragem de largos e largos segundos, quebrando qualquer ritmo de jogo e intensidade que a equipa tentasse ter. Já viajaram de Campanhã até Coimbra-A no Comboio Regional? Aquele que pára em 27 apeadeiros, 5 estações e 13 vezes para dar passagem aos alfas? Nós já e fizemos menos paragens nessa viagem do que as que vimos neste jogo.

Regional da CP na Pampilhosa, a caminho de Coimbra (A)
Regional da CP na Pampilhosa, a caminho de Coimbra (A)

Aos 85′ Cafú novamente isolado consegue enviar a bola ao lado na baliza de Matos e na jogada seguinte Bruno Teixeira tem mais uma oportunidade com um remate muito perigoso, mas havia de ser o clube local a sentenciar a partida aos 88′. Na sequência de um livre na esquerda a bola é metida na linha, cruzamento rasteiro para a área e o camisa 11 (João Almeida) sem oposição introduz a bola dentro da baliza de Matos.

O jogo termina pouco depois e tivemos ainda tempo para assistir a alguém do FC Maia Lidador a tentar chegar a alguém do Sport (achamos nós) por entre berros de “agarrem-me que eu vou-me a ele“. Vem-nos à ideia o Raging Bull do Scorsese e fazemos uma nota mental porque é um bom filme para vermos com a Maria. Se ainda não viram, vejam, vale a pena. O senhor estava mesmo enraivecido e teve de ser afastado por vários membros do clube local e ainda por Macieira que foi lá tentar acalmar o senhor e no fim ainda foi brindado com vários insultos vindos da bancada local. 

Raging Bull do Scorcese
Raging Bull do Scorcese

Galeria

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Destaques e Táctica de Bancada

A equipa do Sport entrou bem na partida mas deixou-se afectar pelos golos Maiatos e acima de tudo pela estratégia da equipa adversária e não soube aproveitar as oportunidades de que dispôs. Fugindo um pouco do que tem sido habitual o Sport abusou do jogo longo e directo mostrando incapacidade para dominar as operações.
Ricardinho e Jorge Pereira foram os nossos elementos em maior destaque. Na equipa adversária, o número 8 Sérgio Ferreira e o número 10 Ricardo Costa encheram-nos as medidas. Nota negativa para a falta de apanha-bolas e para o anti-jogo. É de esperar algum anti-jogo quando uma equipa se encontra a ganhar, mas quando é demais é mesmo demais. Esperamos que o tal senhor se tenha conseguido acalmar, não lhe vá dar alguma coisa no coração.

 

Próxima Partida

Na próxima partida o Sport recebe em casa o Lavrense, equipa 5 pontos acima da linha de água no 12º lugar. O Lavrense está na sua segunda época de Elite e nunca levou de vencida o Sport em 3 encontros. Na primeira volta, levamos de vencida a equipa matosinhense por 2-1.

Esta crónica/sátira é exclusivamente da autoria do Sérgio que não percebe nada de bola, vê mal ao longe, escreve como aprendeu na escola (sem AO) e não aceita (nem faz) crónicas/sátiras por encomenda.

Seniores – 18ª Jornada do Campeonato (vs. Rio Ave FC B)

Chuva, carecas, cambalhotas e guardas-de-honra

No passado Sábado pelas 17h00 fizemos a deslocação a Vila do Conde para vermos o Sport jogar frente à equipa B do Rio Ave FC em partida antecipada da jornada 18. Na “volta” anterior fizemos o nosso relato nas redes sociais em modo remote e sob o olhar insatisfeito da nossa Maria que não entende que o nosso amor pelo SC Rio Tinto não tem direito a férias. Activamos o roaming e vibramos com um jogo que não vimos mas que nos fez vibrar mesmo dada a distância. Partimos para Vila do Conde com bastante ansiedade e motivação para vermos se irá ser, ou não, um jogo igualmente emotivo.

Partimos tarde de Rio Tinto, quebramos algumas regras de limite de velocidade mas conseguimos chegar ao Estádio dos Arcos com 10 minutos de sobra e sem multas. A Casa do Sport Clube de Rio Tinto de Portimão está a postos em modo “remote” para nos ajudar com o relato no facebook e tentamos entrar na bancada coberta do campo secundário do Estádio Dos Arcos, onde a entrada nos é barrada por ser “apenas para adeptos do Rio Ave e o senhor vem com um cachecol com as cores da outra equipa“, “Mas o meu bilhete diz bancada coberta e eu tenho que tirar fotos e a máquina não é à prova de àgua e está a chover como pode ver“, “pode entrar mas tem de tirar o cachecol“.

Pensamos durante 2 minutos nas possibilidades que nos são dadas, engolimos um sapo e metemos o cachecol para dentro, afinal de contas a máquina é nossa e somos pessoas respeitadoras. Seria igualmente respeitoso haver bancada coberta tanto para os visitantes como para os visitados.

Fica a nota para quem estiver a pensar em contruir complexos desportivos ao lado do estádio “principal” para ter em conta as condições dos adeptos, tanto os da casa como os de fora.

Primeira Parte

Matos, Simão, Jorge Pereira, Boni, Macieira, Andrézinho, João Novais, Pedro Rocha, Ricardinho, Maga e Bruno Teixeira
Matos, Simão, Jorge Pereira, Boni, Macieira, Andrézinho, João Novais, Pedro Rocha, Ricardinho, Maga e Bruno Teixeira

O Sport alinha com o mesmo onze do jogo anterior (Matos, Simão, Jorge Pereira, Boni, Macieira, Andrézinho, João Novais, Pedro Rocha, Ricardinho, Maga e Bruno Teixeira.

Chuva Molha-tolos e ambiente frio em Vila do Conde

Começou a chover durante a nossa viagem e nunca mais nos livramos da chuva “molha-tolos”, os primeiros 20 minutos são de controlo de bola da equipa da casa, sem grandes oportunidades de perigo iminente mas com completa posse de bola.

A certa altura começamos a reparar que um jogador do Rio Ave quando quer pedir bola “grita”, lembram-se do Pablo que jogou no Sport? Era pior. Fez-nos lembrar quando vamos passear para o Portugal profundo e passamos por um rebanho de ovelhas e o pastor anda ali a chamar por elas, esse tipo de “berrinhos”. Aos 19 minutos o “Pastor” (número 11 nas costas, não sabemos o nome) teve um remate de belo efeito mas a bola é defendida para canto. Aliás o “Pastor” foi um dos melhores jogadores em campo, na nossa óptica claro está. O Sport tenta equilibrar o jogo com meia dúzia de jogadas de bola controlada mas sem nunca criar perigo. 

Ao minuto 22 o Número 4 consegue bater Matos já dentro da grande área e abre o activo no marcador. Ao minuto 25 mais um cabeceamento perigoso para a baliza de Matos mas sem concretização, até que aos 27′ Bruno Teixeira surge sozinho dentro da área e bate o guardião vilacondense. 

Bruno Teixeira a defender, para além de facturar!

Perto da meia hora de jogo o Pastor teve uma finta de belo efeito sob Boni mas Matos acabou por resolver a situação, já no final da primeira parte o número 9 aparece isolado frente a Matos mas remata por cima do travessão.

O fiscal-de-linha começou então a ser brindado com uma bela colecção de insultos pelo facto de ser careca. Rapidamente nos lembramos da pelada que temos na nuca e que parece que está cada vez maior, vasculhamos a mala e lá encontramos o sagrado ansiolitico que acaba por nos sossegar. Olhamos para trás e vemos que o dono dos insultos tem as “entradas” do cabelo bastante pronunciadas e basicamente tanto ele como o fiscal-de-linha têm o mesmo cabelo, usam é cortes de cabelo diferentes.

 
O Juiz Careca

Intervalo, Ambiente e Bar

Chegado o intervalo saimos do recinto para ir ao bar que fica na bancada do estádio principal. Queremos acreditar que o Estádio principal não é servido por este bar dado o tamanho e a oferta de produtos (in)existente. Damos uma mijinha e bebemos um daqueles cafés de cápsula, olhamos para o pão com chouriço mas achamos melhor não abusar na sorte.

Segunda Parte

Maga a dar a cambalhota no marcador e pinotes em Portimão!

Recomeça a partida e Magalhães no lado esquerdo do ataque faz o segundo golo para o Sport, contemos a emoção e festejamos timidamente a reviravolta, apostamos que estavam aos pinotes em Portimão.

Aos 55′ o Rio Ave tem um bola que bate com estrondo na barra de Matos. Nos entretantos Simão sofre uma falta e é assistido pelo Mágico Leo. Aquando da sua re-entrada em campo Simão é brindado com os habituais “ai já tás bom num é?” e começou a ser apelidado de Manhoso. Ora, durante a segunda parte Simão, teve uma série bastante positiva de cortes “manhosos” (leia-se fundamentais) e outras tantas incursões manhosas pelo ataque do lado direito.

Simão a preparar-se para mais uma de manhoso.

O Rio Ave tem mais uma bola que bate no poste e que Jorge alivia para fora e Pedro Ferreira promove a primeira substituição da noite, sai Ricardinho e entra Paulo, aos 70 minutos sai Novais por troca com Careca e Maga por troca com Diogo.

Nesta altura apercebemo-nos que o Sport tem um meio-campo como já não viamos há muito tempo, Andrézinho, Careca, Carlos Sousa, Pedro Rocha e Novais, não nos lembramos de um miolo tão forte desde que fazemos estas crónicas.
O Rio Ave continua a ter mais posse de bola (não tão pronunciada como na primeira parte) mas não consegue materializar, cria perigo de bolas paradas e o Sport aproveita o contra-ataque para tentar sentenciar o jogo. Aos 80′ Paulo tem um belo remate mas esbarrou no guardião do Rio Ave.

A Guarda de Honra à Guarda de Honra

Os insultos ao fiscal-de-linha intensificam-se e dois adeptos vilacondenses levantam-se e vão apanhar chuva para a beira do muro do campo, basicamente fazer uma espécie de Guarda de Honra ao juiz de linha, passados poucos segundos estes 2 adeptos tiveram eles mesmos direito a Guarda de Honra por parte de dois agentes da autoridade. A primeira Guarda de Honra não gostou e acusou a segunda de se colocar à frente deles e não os deixar ver a bola, apesar de a primeira Guarda de Honra se ter posto de pé a tapar a visão a quem estava sentado na bancada. Esta primeira Guarda de Honra não nos parece que que tenha muito sucesso ou conhecimento do conceito de lógica.

Boni a marcar um livre.

Até ao final do encontro Boni e Macieira (por duas vezes) tentaram alvejar a baliza do Rio Ave mas o Chico deve ter as bolas com os bares errados porque das 3 vezes os livres calharam francamente mal.

 

Galeria

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Destaques e Táctica de Bancada

A equipa do Sport aguentou bem a pressão dos locais, que teoricamente seriam bastante melhores, e conseguiu dar a volta ao marcador com bastante clareza. Toda a equipa esteve num bom plano, anulando, quando possível, as incursões no ataque dos locais e construindo bom futebol até à baliza adversária. Rocha e Novais confirmaram que são reforços a sério e nota-se que a equipa está cada vez mais entrosada e junta.
A equipa do Rio Ave, apesar de aparentemente ser composta por jogadores jovens é uma equipa que troca bem a bola e de certa forma acabou por ter algum azar (bolas nos ferros) e tem no “Pastor” um jogador com grande potencial.
No final ainda tivemos de abrigar o motorista dos visitantes até à camioneta, não fosse o homem apanhar uma maleita com a chuva que se manteve constante.

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Próxima Partida

Com esta vitória o Sport ocupa a 7ª posição da tabela a 8 pontos da zona de qualificação. A próxima partida da nossa equipa é já dia 28 de Janeiro onde recebemos a AD Grijó que ocupa a 12ª posição no Estádio Cidade de Rio Tinto. Relembramos que na primeira volta em Grijó o jogo ficou 0-0. O histórico de confrontos entre as duas equipas conta com 6 empates, 6 vitórias e 3 derrotas.

 

Esta crónica/sátira é exclusivamente da autoria do Sérgio que não percebe nada de bola, vê mal ao longe, escreve como aprendeu na escola (sem AO) e não aceita (nem faz) crónicas/sátiras por encomenda.

Taça AFP – 1ª Eliminatória da II Fase (vs CF Perosinho)

Deslocação a Gaia a 23 de Dezembro

O sorteio da Taça da AFP ditou que o próximo adversário da nossa equipa senior será o CF Perosinho (mais uma equipa Gaiense). Será uma fase disputada a duas eliminatórias com as datas de 23 de Dezembro (em Perosinho) e 30 de Dezembro (em Rio Tinto).
Sim, leram bem Vinte e Três e Trinta de Dezembro. Naquela semana que ninguém quer fazer nada no trabalho, metade do país meteu férias, a outra metade está nas filas das caixas do supermercados a pegar-se à estalada pelo último bolo-rei de exposição e que já tem 3 trincas. A hora ainda não está confirmada, mas a nossa aposta é ser lá para as 15h00.

O CF Perosinho ocupa actualmente a 3ª posição da tabela na Série 1 da Primeira Divisão e na Taça AFP eliminou as equipas de S. Félix da Marinha e Crestuma. Na equipa Gaiense actua André Oliveira (ex-SC Rio Tinto 2015-2016).

Por sua vez, a nossa equipa ultrapassou os vizinhos Sobrado e São Pedro da Cova.

De referir que a equipa senior não se desloca a Perosinho desde 2013 e que num total de 8 partidas o SC Rio Tinto obteve 5 vitórias e 1 empate.

O restante sorteio ditou:

Estrelas FC Fânzeres vs Marco 09
Aliados Lordelo vs Lixa
Lamoso vs Águas Santas
Pedrouços vs Roriz
S.Vicente Pinheiro vs Foz
Águias Eiriz vs Macieira
Inter Milheirós vs Pasteleira
Arcozelo vs Avintes
Gens vs Padroense.
Ficaram isentos: Varziela, Sra.Hora, Balasar, Alfenense, Caíde Rei e Tirsense.

Seniores – 10ª Jornada do Campeonato (vs. Varzim SC B)

Vento, apanha-bolas e um empate amargo no último minuto

Mais uma vez vamos jogar à Póvoa em Novembro, nos 4 encontros fora de portas frente ao Varzim B dois foram em Novembro, um em Dezembro e outro em Janeiro. A AFP tem de rever estes sorteios. Gostávamos de visitar a Póvoa com o Sport em meses de menos frio e vento. A sério, vejam lá isso se faz favor.

Nó último jogo entre estas duas equipas assistimos a um verdadeiro Espectáculo de Variedades, ainda se lembram? Claro que lembram, quem é que se vai esquecer desse jogo que teve de tudo um pouco. Será que este ano vamos ter direito ao mesmo Espectáculo?

Chegamos cedo à Póvoa confirma-se que o frio e o vento estão presentes, pouca gente nas bancadas, um magusto/espectáculo a acontecer nas traseiras do estádio, a equipa principal dos locais a jogar em casa à mesma hora e a deslocação mais longa para a equipa do Sport nesta fase explicam (em parte) a fraca moldura humana antes do apito inicial.

O Sport apresenta a mesma equipa que tem usado nos últimos encontros. Matos, Macieira, Boni, Jorge, Simão, André, Careca, Carlos Sousa, Paulo, Magalhães e Bruno Teixeira são os jogadores irão tentar trazer para Rio Tinto a primeiro vitória em terras Poveiras, ante a pior defesa da série.

Magalhães, Paulo, Bruno, Boni, Careca, Carlos, André, Jorge, Matos, Simão e Macieira
Magalhães, Paulo, Bruno, Boni, Careca, Carlos, André, Jorge, Matos, Simão e Macieira

Primeira Parte

Dois minutos de jogo e Jorge Pereira alivia uma bola para fora do Estádio e para dentro do parque no qual o Estádio se encontra inserido. Ouvimos dizer que aquele magusto ali ao lado é para angariar dinheiro, talvez Jorge tenha tido ideia de participar na angariação com uma bola da Macron, a verdade é que chutou para o lado errado e a bola nunca mais foi vista. Aliás de referir que tendo em conta as criticas que já ouvimos de vários jogadores (de várias equipas) a esta bola, não ficariamos surpresos que Jorge tenha feito de propósito. Afinal de contas, a AFP escolheu uma bola de treino para ser usada como bola principal. A própria Macron vende esta bola como sendo uma bola de treino. Este espécime em especifico já não volta a treinar (nem a jogar) no Municipal da Póvoa.

A bola (de "treino") desaparecida
A bola (de “treino”) desaparecida

É neste momento que percebemos que não existem apanha-bolas no terreno. Não é uma questão de haverem poucos, não há nenhum mesmo, isto num campo com pista de atletismo à volta e com poucas redes a circundar o terreno de jogo.

Quinze minutos de jogo e Careca assiste Bruno Teixeira que remata com muito perigo à baliza local, um minuto passado e Simão cruza para a área onde Bruno Teixeira de cabeça volta a criar muito perigo e aflição na defesa Varzinista. 

Macieira a deixar um adversário com "os olhos em bico".
Macieira a deixar um adversário com “os olhos em bico”.

O jogo estava morno, em ritmo lento e com a duas equipas a estudarem-se mutuamente. O Sport com mais posse de bola e dominio de jogo, ia tentando criar lances de golo mas tirando as duas oportunidades perto do quarto de hora não houve muitos lances de real perigo para qualquer das balizas. No entanto o Sport ia tomando conta do jogo, maioritariamente com a bola controlada, tentando criar jogadas com cabeça.

Perto da meia hora de jogo um suplente do Varzim lá foi tentar ir à procura da bola perdida, desapareceu no meio da folhagem e quando reapareceu veio de mãos a abanar. A bola nunca mais foi vista.

Bruno a ser carregado em falta
Bruno a ser carregado em falta

Aos 40′ após um lançamento lateral perto da área da equipa local Magalhães interpela uma bola que sobra para uma zona onde se encontrava Bruno Teixeira e dois defesas locais, Bruno entra na área em perseguição do esférico e é derrubado sem grande margem para dúvidas, grande penalidade para o Sport. Falta referir que o corte fundamental de Magalhães foi feito com o rabiote. Magalhães a assistir Bruno Teixeira com o rabo. Genial

Chamado a marcar Magalhães não tremeu e inaugurou o marcador para o Sport.

Magalhães a inaugurar o marcador
Magalhães a inaugurar o marcador

Quando já pensavamos que iriamos para o intervalo em vantagem, eis que é assinalada grande penalidade na área do Sport, sem grandes dúvidas também. O número 7 (outro Camisola 7 sem nome) igualou a partida.

Intervalo, Ambiente e Bar

As equipas recolhem aos balneários com o resultado empatado. Alguma felicidade para os locais pois ficámos com ideia que o Sport tinha feito mais e melhor e merecia a vantagem ao intervalo.

Nesta altura aproveitamos para esticar as pernocas e fazer a obrigatória visita ao bar local. Lugar simpático mas com uma variedade de produtos quase inexistente. Não há bifanas, panados, cerveja, nada. Se é para isto ficamos em casa e assaltamos o nosso frigorifico. Ainda assim havia fila e uma clara deficiencia de mão-de-obra, por muito boa vontade a única pessoa que estava atrás do balcão não consegue dar conta da coisa sozinha.

A bancada ficou mais compostinha, perto de 70 pessoas vieram rapar frio e vento e esperar mais que o normal no bar. Ou se calhar foi organizada uma comissão de resgate à bola perdida.

Segunda Parte

Recomeça a partida e Pedro Ferreira mete Diogo, Ricardinho e Machado a aquecer.

Aos 50′ de jogo Macieira bate um livre na esquerda e Jorge quase, quase cabeceia para golo. À passagem da hora de jogo, num canto marcado na direita por Macieira a bola é batida curta para Simão que cruza para a área e após um ressalto Magalhães com reflexos de tigre efectua um remate de belo efeito e coloca a bola no canto superior da baliza Poveira. Um golo de belo efeito, Magalhães a bisar e o Sport novamente na liderança da partida! 

Magalhães num golo de belo efeito
Magalhães num golo de belo efeito

Imediatamente Joel e Hugo saltam para o aquecimento por troca com Machado e Diogo.

Ao minuto 70 a primeira substituição no Sport, sai Careca e entra Ricardinho. Paulo Monteiro passa a ocupar uma posição central e Ricardinho vai para a ala. Passados 5 minutos Bruno Teixeira tem uma bola já perto da pequena área mas não conseguiu dar o melhor seguimento ao lance, um lance muito confuso com a defesa do Varzim em apuros mas a conseguir evitar o golo.

Em cima do minuto 90 Magalhães é substituido por Diogo.

Quando já nos preparavamos para pousar o bloco de notas, eis que é marcada uma falta perto do circulo central e o Varzim SC envia toda a gente lá para a frente numa última e desesperada tentativa de igualar a partida. Matos sai à bola com intuito de a socar mas é prontamente empurrado por um jogador poveiro, a bola sobra para o Camisa 11 que iguala a partida no último lance do jogo e já no final do tempo de compensação. De onde estamos posicionados ficamos com a ideia que Matos é efectivamente empurrado.

Lance que terminou com o golo do empate
Lance que terminou com o golo do empate

Galeria

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Destaques e Táctica de Bancada

O jogo foi lento e teve imensas paragens (ora para ir atrás de bolas, ora por faltas e faltinhas) e não houve propriamente um bom ritmo de jogo, algo que prejudicou a nossa equipa. O Sport merecia ter ido a vencer para o intervalo e merecia ter saído da Póvoa com os 3 pontos. Não tendo sido um dominio avassalador mas teve (quase) sempre o controlo do jogo e a equipa local poucas ou nenhumas oportunidades iminentes de golo teve. O empate torna-se amargo por ter sido no último lance da partida, pela forma que foi e por mais uma vez o Sport perder pontos na Póvoa (4 jogos, 3 derrotas e 1 empate). Tendo em conta tudo o que se passou em campo, o resultado justo seria a vitória Riotintense.

Magalhães esteve nos dois golos e fez uma boa partida; Paulo, Macieira, Jorge, Boni, Andrézinho e Carlos Sousa estiveram igualmente em bom plano.

Na equipa Poveira destacamos o Camisola 11 que fez uma bela partida.

Tanto quanto sabemos, as buscas pela bola desaparecida serão retomadas pela manhãzinha, aquando da primeira luz solar.

Próxima Partida

Com este empate o SC Rio Tinto ocupa a 10ª posição na tabela com 12 pontos e o Varzim SC B cai para a zona de despromoção.

No próximo dia 19 o Sport recebe o FC Avintes que nesta jornada foi derrotado pelo Boavista B e que ocupa a 9ª posição. Desde 2011 que as duas equipas não se defrontam e apesar do saldo positivo (12 vitórias e 3 empates em 20 partidas) não se antevê uma partida fácil para a equipa de Pedro Ferreira.

 
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Esta crónica/sátira é exclusivamente da autoria do Sérgio que não percebe nada de bola, vê mal ao longe, escreve como aprendeu na escola (sem AO) e não aceita (nem faz) crónicas/sátiras por encomenda.

Seniores – 8ª Jornada do Campeonato (vs. UD Lavrense)

Vitória em terreno complicado

A equipa senior do SC Rio Tinto deslocou-se hoje ao Complexo Municipal de Lavra para defrontar a UD Lavrense em encontro da 8ª Jornada do Campeonato. O terceiro embate entre os dois emblemas a nivel senior e que terminou com uma vitória da nossa equipa.

Depois do belo jogo que a equipa nos proporcionou na jornada anterior estamos com a confiança em alta e, achamos nós, este jogo irá ser um dos mais importantes desta época até ao momento. O Rio Tinto fez uma bela exibição a semana passada mas agora é muito importante manter as boas exibições e amealhar pontos. Na época transacta a deslocação a Lavra culminou num empate tirado a ferros já nos últimos minutos da partida, num campo dificil frente a uma equipa bem montada por António Gaiteiro.

A equipa que iniciou a partida, Maga, Paulo, Bruno, Boni, Careca, Carlos, André, Jorge, Simão, Matos e Macieira
A equipa que iniciou a partida, Maga, Paulo, Bruno, Boni, Careca, Carlos, André, Jorge, Simão, Matos e Macieira

O Sport entrou em campo com a mesma equipa da semana passada (Matos, Simão, Jorge, Boni, Macieira, André, Careca, Carlos, Maga, Paulo e Bruno Teixeira). 

Do lado dos visitados reconhecemos Carlitos e Mata que já equiparam de amarelo e preto.

Primeira Parte

A equipa da casa entrou melhor em jogo com mais posse de bola, focada no ataque e a pressionar a todo o campo. Aos 10′ num livre marcado da esquerda para a direita da baliza de Matos a bola entra mesmo na baliza do Sport mas o fiscal de linha prontamente levantou a bandeirola e o golo foi assim anulado. A pressão dos locais manteve-se e o Rio Tinto não conseguia pegar no jogo, passes falhados, bola pelo ar e várias bolas perdidas demonstravam que a equipa não entrou bem em jogo.

Magalhães, o Pensador
Magalhães, o Pensador

Aos 21′ o Camisola 7 (que vai para sempre ser conhecido como “camisola 7” ao longo deste artigo uma vez que não encontramos o nome do homem nem no zerozero nem no site do clube) remata de primeira à entrada da grande área do Sport e inaugura o marcador com um belo golo. Matos ainda toca na bola mas a mesma levava selo de golo.

Passados 2 minutos Ricardinho salta do banco para a “pista de aquecimento”.

Após o golo do Lavrense a nossa equipa tentou pegar no jogo e reagir mas mantinha-se a toada de passes falhados e bolas perdidas. Basicamente, aquele futebol que nos entusiasmou em Gaia e em Rio Tinto nas jornadas anteriores não marcava presença no Municipal Lavrense. Os lances de perigo do Sport eram algo atabalhoados, com pontapé para a frente e ressalto na canela.

Bruno Teixeira a cabecear para golo
Bruno Teixeira a cabecear para golo

No entanto, lentamente a equipa do Sport conseguiu equilibrar a partida. A UD Lavrense sempre muito ofensiva (com mais coração que cabeça muitas vezes) nunca desistiu de tentar ampliar a vantagem e criar perigo na área de Matos. O Sport começou a trocar mais (e melhor) a bola e à meia hora de jogo Macieira bate um livre para a área, a castigar falta sobre Careca, que foi finalizado por Bruno Teixeira numa bela cabeçada. O número 30 do Sport a marcar ao minuto 30.

A equipa matosinhense foi rápida a reagir e aos 32′ o Camisola 16 tentou imitar o parceiro (Camisola 7) mas desta feita a bola não levava selo de golo. Um minuto depois o Camisola 7, num belo pormenor de calcanhar, isola Carlitos que frente a frente com Matos consegue introduzir a bola na baliza do Sport mas novamente o golo a ser anulado, desta feita por fora-de-jogo. No primeiro golo anulado não percebemos muito bem o que se passou (somos leigos no que diz respeito à prática do futebol e ainda mais nas leis do jogo) mas neste “golo” ninguém de Lavra protestou. Portanto tendo em conta o nível de protestos durante o jogo e especialmente naquele primeiro golo, temos confiança suficiente para dizer que o Carlitos estava mesmo em fora-de-jogo neste lance.

Macieira no corte, Ricardinho no aquecimento
Macieira no corte, Ricardinho no aquecimento

O Sport não se deixou ficar e Macieira bate novo livre para área adversária onde, após alguns ressaltos, a bola sobra para Paulo que já perto da pequena área tenta introduzir a bola mas sem sucesso. Ainda houve ali mais um ou outro ressalto mas a bola saiu para canto.

Ao minuto 44 o Camisa 16 (outro elemento acerca do qual desconhecemos o nome) tenta novamente imitar o golo do Camisola 7 mas novamente sem sucesso.

Magalhães, o Pensador a fazer o segundo para o Sport
Magalhães, o Pensador a fazer o segundo para o Sport

Aos 45′ Magalhães recebe a bola na esquerda, dribla vários adversários, flecte para o centro do terreno, remata colocado e coloca o Sport na dianteira da partida. O jogo termina pouco depois e o Sport vai para o balneário com a reviravolta feita.

Intervalo, Ambiente e Bar

As equipas recolhem aos balneários e a terceira equipa a sair do terreno de jogo é vaiada pelo público local. A criatividade dos insultos às progenitoras dos visados deixaram muito a desejar. Aproveitamos para visitar o bar local e, apesar da extrema simpatia de quem está atrás do balcão, o panado é médio/fraco na nossa opinião.

Anotamos ainda que estava pouca gente presente na bancada tanto do lado de Lavra como de Rio Tinto. Uma bela tarde de bola que muita gente optou por não assistir. Tendo em conta as filas que vimos na A28 o mais certo é ter ido tudo para os centros comerciais às compras, mas o Complexo de Lavra tem uma superfície comercial mesmo ao lado, com estacionamento fácil e grátis. Para a próxima vez podem prometer levar a Maria às compras, só que em vez de irem para a confusão dos shoppings vão até Lavra, estacionam o carro no supermercado e dizem “Oh Maria eu fico aqui à tua espera” e vão ver a bola enquanto ela vai às compras.

Segunda Parte

Recomeça a segunda parte com Maga a segurar a bola na linha lateral, desmarca Macieira que cruza para a àrea onde Paulo chega uma fracção de segundo atrasado e consegue apenas raspar na bola. Aos 50′ mais uma bela jogada com Simão e Carlos (achamos nós) e a bola é metida no miolo da área onde Paulo abre as pernas e deixa a bola passar para alguém que não estava lá. O Sport a entrar em campo com uma atitude completamente diferente, a ir atrás do golo, a trocar a bolinha com os pés e acima de tudo com cabeça. 

Paulo, em bom plano na segunda parte
Paulo, em bom plano na segunda parte

O Camisola 7 voltou a visar a baliza de Matos aos 58′ com a bola a passar muito perto do poste (houve quem festejasse mais um golo que depois não o foi), e aos 60′ o recém-entrado número 6 (que também não tem nome) apanhou uma bola solta à entrada da àrea e num pontapé de belo efeito acertou em cheio na barra da baliza riotintense.

Ao minuto 64 finalmente o aquecimento de Ricardinho chegou ao fim e entrou em campo para substituir Paulo.

Aos 68′ Carlitos tem uma oportunidade já dentro da área mas a jogada termina pela linha final, aos 78′ mais um remate muito perigoso da UD Lavrense com Matos em bom plano, no canto resultante a bola andou ali perto mas não chegou a entrar.

Ao minuto 80 alguém do banco do Lavrense começa a bater no banco e a puxar pela equipa, qual capo matosinhense, infelizmente ninguém na bancada pegou no cântico. É sempre bonito ver jogadores que para além de usar, sentem a camisola e tentam ajudar/empolgar os colegas de equipa, mesmo que não seja da melhor maneira. Um minuto depois Diogo e Joel entram em campo por troca com Carlos Sousa e Bruno Teixeira, Pedro Ferreira a antecipar o ataque final do adversário à baliza de Matos e a colocar mais uma peça defensiva no meio-campo.

Aos 86′ o Camisola 7 é o autor de mais um belo remate à baliza do Rio Tinto, mas mais uma vez sem frutos.

Mais um contra-ataque
Ricardinho a comandar um contra-ataque

Já nos descontos o Camisola 19 do Sport (Joel) faz falta ainda no meio-campo do Lavrense e por isto o Camisola 29 do Sport (Diogo) levou cartão amarelo. Na nossa opinião é bem-feita para o Camisola 29, quem é que te mandou entrar em jogo ao mesmo minuto que o Camisola 19? E estares a alguns metros de onde a falta foi feita? E a cor da tua camisola também é amarela? E, como se não bastasse, também és um Camisola “9”.  Então toma lá um amarelo gratuito e sem sentido.

O final da partida chegou passados poucos minutos e o trio de arbitragem voltou a ser brindado com um coro de insultos de fraca criatividade.

Galeria

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Destaques e Táctica de Bancada

A equipa do Sport entrou mal no jogo, com muitas bolas perdidas, passes mal feitos e sem grande cabeça nos movimentos ofensivos. Conseguiu equilibrar a partida a meio da primeira parte e conseguiu ter algum controlo de jogo até meio da segunda parte. Começou mal, deu a volta ao texto e no final acabou a defender (com vários contra-ataques que não levaram o melhor caminho). Paulo esteve mais apagado na primeira parte mas entrou muito bem no segundo tempo, com vários roubos de bola e oportunidades de golo. Carlos Sousa esteve num plano positivo também com passes decisivos. Destaque ainda para Magalhães, não só pela pose de Pensador, mas por mais um golo (assim como Bruno Teixeira).

A equipa não fez um jogo entusiasmante como na semana passada mas não foi, de todo, um mau jogo, afinal de contas os 3 pontos vieram para Rio Tinto. A equipa de Lavra muito cedo tentou tomar conta do jogo e sempre com muita vontade pressionou desde o primeiro minuto o portador da bola, o Sport demorou algum tempo a ajustar-se ao jogo mas quando o conseguiu fazer deu a volta ao resultado e entrou muito forte na segunda parte, podendo ter aumentado o marcador por mais que uma vez. Na fase final o Lavra tentou empatar com todos os meios que tinha e a equipa do Sport acabou por descer (e bem) no terreno na defesa da baliza de Matos.

Na equipa de Lavra destaque para o Camisola 7 e Carlitos que foram sempre os mais inconformados na segunda parte e estiveram em bom plano no geral.

Resultados da Jornada

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Muitas equipas da frente a perderem pontos nesta jornada, nomeadamente o Boavista com a primeira derrota, e o Valadares a empatar na Póvoa. Pedrouços e Leça são quem mais benefício retira chegando ao 4º e 2º lugar respectivamente.

Próxima Partida

Com esta vitória o Sport ocupa a 11ª posição da tabela enquanto o Lavrense caiu para último. No próximo domingo O SC Rio Tinto recebe o Boavista (B) que nesta jornada perdeu frente ao Maia Lidador e ocupa a segunda posição classificativa. Não há registo de encontros ante o Boavista no escalão senior.

 

 

Esta crónica/sátira é exclusivamente da autoria do Sérgio que não percebe nada de bola, vê mal ao longe, escreve como aprendeu na escola (sem AO) e não aceita (nem faz) crónicas/sátiras por encomenda.

Seniores – 6ª Jornada do Campeonato (vs. Valadares GFC)

Estreia de Pedro Ferreira nos comandos da equipa Senior

Depois de uma semana mais atribulada com alterações na equipa técnica, partimos novamente para Vila Nova de Gaia (terceiro jogo esta época na margem sul; nos últimos 8 jogos, 5 foram contra equipas Gaienses), com bastantes expectativas para o primeiro encontro do novo timoneiro da equipa Pedro Ferreira na 6ª Jornada do Campeonato. Será que vai haver mexidas na equipa? Será que o modelo de jogo vai ser o mesmo? Será que equipa lidou bem com a mudança? Temos muitas perguntas para esta tarde de bola.

Chegamos a Valadares e faltam 15 minutos para o pontapé de saída. Rapidamente percebemos que isto não vai correr bem porque o sol atesta na bancada e as sombras são poucas e longe do terreno de jogo. Um calor abafado instalou-se em Valadares e se nos causa desconforto a nós, mais irá certamente causar aos intervenientes dentro das quatro linhas.

A equipa que iniciou a partida, Maga, Paulo, Bruno, Careca, Joel, Vitinha, Andrézinho, Jorge, Simão, Matos e Macieira

O Sport alinha com Matos, Simão, Jorge, Joel, Macieira, Andrézinho, Careca, Vitinha, Paulo Monteiro, Maga e Bruno Teixeira. No banco estavam Pina, Hugo, Boni, Fred, Machado, Marcos e Diogo Cunha. Na bancada ficaram Paulo Rocha, Cardoso, Fábio, Duarte, Carlos Sousa e Ricardinho (uns por castigos e lesões, outros por opção). Avistamos ainda Ivo Coimbra a assistir ao jogo junto dos adeptos Riotintenses.

Em termos de mexidas não há muito a apontar (Carlos Sousa castigado e Ricardinho lesionado são cartas fora do baralho neste jogo).

Primeira Parte

A equipa do Valadares GFC, muito bem montada por Arlindo Gomes, entra em campo com uma pressão muito alta, não dando grandes espaços à nossa equipa. Apesar disto a equipa do Sport tenta sair para o ataque com a bola controlada.

Paulinho a visar a baliza de Matos perante a oposição de Jorge e Simão.

Ao primeiro quarto de hora de jogo Jorge Gonçalves em parceria Gabriel Aquini cria um lance de perigo na direita do ataque e a bola sobra para a entrada da área onde Paulinho remata com perigo e visa a baliza de Matos.

Aos 17′ Jorge Gonçalves faz uma bela abertura para Joãozinho que já dentro da área do Sport remata com muito perigo mas para fora do terreno de jogo.

O Valadares ia tendo mais bola, pressionava bastante alto e por sua vez o Sport tentava chegar à baliza adversária com a bola controlada. 

Entretanto continuamos a insultar o calor abafado que se faz sentir e invejamos quem tem lugar à sombra, como aquele reporter fotográfico que se foi sentar perto de uma baliza onde devia estar bem fresquinho, sacana! Mas a inveja só durou 3 minutos porque o senhor levou com uma bola em cheio que o deitou abaixo do banco. Temos calor mas ao menos continuamos sentados.

Perto da meia-hora de jogo Macieira bate um canto na direita do ataque, a bola é batida directamente à baliza adversária mas bate caprichosamente na trave. Poucos minutos volvidos e Jorge Gonçalves centra a bola para a área do Sport onde aparece alguém do Valadares a cabecear já perto da pequena área mas Matos a negar o golo com uma defesa de recurso, no final do lance surje mais um remate da parte de fora da área desenquadrado com a baliza.

Aos 40′ de jogo um cruzamento na esquerda do ataque do Valadares encontra Jorge Gonçalves que cabeceia ao lado. Três minutos depois Macieira bate um livre na esquerda e Paulo Monteiro cabeceia ligeiramente ao lado da baliza Gaiense.

Intervalo, Ambiente e Bar

A primeira parte termina e a sensação com que ficamos é que a equipa da margem sul do Douro teve mais controlo de bola, mais oportunidades de inaugurar o marcador mas a equipa do Sport não ficou muito atrás e deu uma boa réplica dentro de campo.

Ficou evidente que o adversário tem uma frente de ataque muito forte, comandada por Jorge Gonçalves e Paulinho, ajudados por Fabinho e Joãozinho. Notaram que mencionámos quase todos os “inhos” do Valadares numa frase? Fica a faltar o número 20 Ruizinho, acerca do qual não temos nada apontado mas tendo em conta a qualidade dos restantes “inhos” da equipa fica a referência ao “inho” mais novo, certamente é de estar atento à progressão deste jogador, quanto mais não seja pelo nome. Referência ainda para Gabriel Aquini, o ponta-de-lança de serviço que teve boas arrancadas e que esteve presente em muitos dos lances de ataque da sua equipa, no entanto esteve também bastante em contacto com o sintéctico de Gaia, por vezes derrubado mas muitas vezes em quedas sem razão aparente. Se calhar os pitões não eram os ideais para o piso ou então foram ondas de calor que o derrubaram.

Aquini prestes a cair

As bancadas de Valadares estavam mais despidas que em anos passados, até foi bastante fácil arranjar onde estacionar o carro desta vez. Sendo uma equipa que comanda a tabela classificativa ficámos deveras desiludidos com a fraca presença de massa adepta Gaiense (tendo como comparação os anos anteriores que nos deslocamos a este recinto desportivo).

Devido a isto a nossa incursão no Bar local foi de apenas 3 minutos e 38 segundos, fomos servidos prontamente e desta vez até nos deixaram trazer a merenda para a bancada, em anos transactos demorava em média 8 minutos e 56 segundos a sermos atendidos e tinhamos de consumir as bebidas dentro das “instalações” do bar.

Segunda Parte

Na segunda parte a equipa do Valadares entrou determinada em inaugurar o marcador, com bastante pressão nos homens do Sport que por sua vez se viram obrigados a recuar mais no terreno.

Matos a defender mais uma grande penalidade

À passagem da hora de jogo o avançado Gabriel volta a cair no chão e é assinalada grande penalidade. Não pomos em causa a falta (apesar do interveniente).  O número 8 (Jony) bate a grande penalidade mas Matos (novamente) a negar o golo ao adversário. Na resposta Bruno Teixeira remata de fora da área e leva perigo à baliza adversária.

Poucos instantes volvidos e Jorge Gonçalves tem uma bela arrancada no lado direito e cruza para a esquerda do ataque onde Joãozinho encosta a bola para o poste da baliza de Matos.

Pedro Ferreira promove a primeira substiuição tirando Vitinha e fazendo entrar Diogo. Aos 65′ Jorge Gonçalves entra dentro da área do Sport depois de driblar vários adversários mas a bola é defendida por Matos.  

Diogo, recém-entrado

Aos 67′ o já referido Arlindo Gomes recebe ordem de marcha por parte do Juiz da partida. Não satisfeito ainda se pegou com um dos fiscais de linha e gesticulou efusivamente para os 2 Juizes visados. No ponto em que estamos não conseguimos deslindar o motivo da expulsão nem as palavras trocadas entre os intervenientes, mas após minuciosa análise aos gestos efectuados ficamos com ideia que houve um convite aos dois Juizes para irem jantar lá a casa do mister no final do jogo, ou pelo menos comer uma sandes de presunto à saída do balneário.

A verdade é que foi a partir da guia de marcha do mister Arlindo que o Valadares marcou 2 golos. Aos 70′ Jorge Gonçalves cruza na direita e desta vez o 27 (Joãozinho) consegue mesmo introduzir a bola na baliza de Matos.

Boni, o Ponta-de-lança
Boni, o Ponta-de-lança

Aos 78′ Pedro Ferreira tira Macieira e faz entrar Boni para a frente de ataque. O Sport passa a jogar com 3 defesas e Boni ocupa a posição de ponta-de-lança. Um minuto depois é marcada grande penalidade para o Sport após mão na bola dentro da área Gaiense e Magalhães chamado a converter não deu hipóteses ao guardião adversário. No entanto passado apenas um minuto Fabinho atira a bola para dentro da baliza do Sport e um balde de água fria para a bancada Riotintense. Apesar do calor que se fazia sentir, este balde de água fria não soube nada bem.

Magalhães marcou o único golo do Sport através de grande penalidade

Até ao final do jogo o Valadares efectuou substituições por 2 ocasiões (85 e 92′) e já em cima do final do encontro Bruno Teixeira tenta um pontapé de moinho já no coração da área mas a bola é cortada in extremis e o jogador que  fez o corte foi o feliz contemplado com um pontapé (involuntário) que, caso tivesse sido na bola, levaria certamente selo de golo.

Galeria

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Destaques e Táctica de Bancada

Como deu para perceber a equipa do Valadares é um forte candidato à subida de divisão, com Jorge Gonçalves como grande figura da partida (e da equipa imaginamos nós) e estando rodeado de companheiros de grande qualidade também não é de admirar que sejam lideres da divisão com o segundo melhor ataque da prova (o melhor é o do Boavista B). Se calhar se o Jorge mudar o nome para Jorginho poderiam ser o melhor ataque da época e admitam lá, era épico ter uma colecção de “inhos” todos eles bons jogadores e bastante ofensivos.

O SC Rio Tinto fez esta tarde uma das melhores exibições dos últimos tempos (apesar do resultado).

Na equipa do Sport, o grande destaque vai para Matos, mais uma grande penalidade defendida, meia dúzia de defesas fulcrais, algumas a negar o golo ao adversário. Jorge, Andrézinho (afinal também temos um “inho” na nossa equipa e também se está a destacar, acho que estamos aqui a descobrir um padrão) e Careca foram incansáveis dentro de campo. Jorge no timbre a que felizmente já nos habituou, André a imitar a excelente partida que nos proporcionou há 8 dias em Rio Tinto e Careca de volta à acção sempre no seu ritmo de máquina betoneira que rouba a bola a toda a gente e se não dá para roubar a bola faz aquela falta cirúrgica no momento exacto.  Simão esteve como sempre a dar 110% mas desta feita a inspiração nem sempre o acompanhou. 

Ficámos agradados com a prestação da nossa equipa no geral, frente a um tão forte candidato à subida, nas condições em que o jogo se disputou (já mencionamos que estava calor e abafado?), a nossa equipa bateu-se com honra e demonstrou muita vontade. Principalmente dá ideia que o modelo de jogo sofreu algumas alterações e, pelo menos hoje, tentou-se jogar maioritariamente com a bola controlada e no chão. Faltarão alinhar muitas arestas certamente mas no geral ficamos com boa imagem desta “nova” equipa.

Resultados da Jornada

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Próxima Partida

Com esta derrota o Sport ocupa a última posição da tabela e é a única equipa ainda sem vitórias. 

Apesar da nossa equipa ocupar actualmente a última posição da tabela com apenas 2 empates e 4 derrotas, a prestação de hoje deixou-nos com bastante confiança para o restante da temporada.

Aliás, tendo em conta o clima de hoje, céu encoberto, calor abrasador, dizem os entendidos com fracturas nos ossos que o tempo vai mudar e isto é prenúncio de “trebojada“, e nós achamos que a mudança climatérica dentro do escalão Senior se iniciou hoje em Vila Nova de Gaia.

Na próxima jornada recebemos o FC Maia Lidador que, tal como o Sport, na época passada foi à fase final e nesta época ocupa a segunda metade da tabela. Segundo as estatísticas, a nossa equipa ganhou 4 dos 5 jogos que disputou diante o Maia (a derrota foi na Taça Brali em 2016), sendo as 4 vitórias em jogos no campeonato.

 

 

Esta crónica/sátira é exclusivamente da autoria do Sérgio que não percebe nada de bola, vê mal ao longe, escreve como aprendeu na escola (sem AO) e não aceita (nem faz) crónicas/sátiras por encomenda.

Seniores – 4ª Jornada do Campeonato (vs. AD Grijó)

Campeonato Elite – AD GRIJÓ VS SC RIO TINTO

São 15h10 e saímos de Rio Tinto em direcção a Grijó em Vila Nova de Gaia para assistir à 4ª jornada do campeonato d’Elite. No fim-de-semana passado não estivemos presentes fisicamente mas sofremos à distância e estamos ansiosos por voltar a ver a nossa equipa a jogar, ainda mais depois daquilo que ouvimos dizer do jogo diante do Rio Ave B.

Chegamos a Grijó e arranjamos lugar com vista privilegiada para o km 287 da A1 ao som de um belo kuduro que emana das colunas do complexo desportivo de Grijó. O sol não está particularmente forte e damos graças que a nossa mãezinha nos recomendou a trazer um agasalho, mais tarde iremos dar uso ao mesmo.

Desta feita viemos equipados para tirar notas e fazer uma crónica mais assertiva com factos e minutos dos factos, no entanto sacrificamos a máquina fotográfica, por isso hoje é só para ler.

O Sport entra em campo com Matos, Simão, Jorge, Boni e Macieira na defesa. No miolo do terreno alinham Andrézinho, Carlos Sousa e Vitinha. Diogo, Maga e Bruno Teixeira são as peças mais ofensivas no xadrez montado por Manuel Pinheiro para este embate frente à AD Grijó. Diz-nos o ZeroZero.pt que o Sport tem 6 vitórias, 6 empates e 3 derrotas diante da equipa gaiense.

Na equipa do Grijó vemos que Carminé é titular e enverga o número 88. Por outro lado o ex-88 do SC Rio Tinto que já alinhou pela AD Grijó encontra-se na bancada, falamos claro do homem do pulmão de ferro, também conhecido por Careca.

Primeira Parte

A primeira meia-hora de jogo foi disputada de parte a parte, com lances de algum perigo nas duas áreas, o Sport tentando chegar ao golo através de bola corrida e o Grijó com bolas paradas.

Logo no primeiro minuto Boni perde uma bola à entrada da área e é obrigado a cometer falta sobre um jogador do Grijó, na cobrança do livre Carminé envia a bola com muito perigo mas a mesma acaba por sair para canto, estava criada a primeira ocasião de algum perigo da tarde.

Passados 5 minutos numa jogada rápida iniciada por Vitinha que desmarca Maga que por sua vez coloca a bola dentro da área mas Diogo não consegue dar o melhor seguimento ao lance.

Aos 10 minutos de jogo, num canto batido na direita, a bola sobra para Boni no lado esquerdo da área mas o pontapé calhou-lhe mal e perdeu-se mais uma oportunidade para o Sport.

11 minutos de jogo e Carminé ganha mais um livre na entrada da área do Sport, a AD Grijó a aproveitar tanto para ensaiar livres estudados como a tentar atingir directamente a baliza de Matos. Sempre sem materializar as oportunidades mas equilibrando a partida.

Por volta dos 16 minutos de jogo Macieira bate um livre na direita do ataque e acerta com a bola em cheio em Carminé. Não sabemos se foi propositado ou não mas deixamos o boato no ar.

Ao minuto 20 Vitinha tem uma bela duma arrancada da esquerda para a direita, conseguindo iludir vários adversários mas não conseguiu finalizar a jogada da melhor forma.

Perto da meia-hora de jogo Matos apanha a bola fora da grande-área com as mãos, de onde estamos situados parece que realmente o nosso guardião estava com as mãos fora da área. Na marcação do livre Carminé faz a bola passar muito perto da baliza de Matos.

A partir daqui e até ao final da primeira parte o Sport tomou controlo do jogo e foi tendo algumas oportunidades para inaugurar o marcador, primeiro uma bela triangulação dentro da área do adversário que não deu golo por muito pouco, aos 40′ num livre batido para a área a bola é cortada para canto após cabeceamento de um homem do Sport, aos 42′ Diogo cruza no lado direito uma bola rasteira e quando Bruno Teixeira se prepara para marcar um defesa do Grijó cede canto num corte à última da hora.

Segunda Parte

Chega o intervalo e temos oportunidade para verificar que os wc’s na bancada destinada aos visitantes continuam fechados (tal como no ano passado) e lá vamos nós dar a volta por trás do edifício para irmos usar o wc do outro lado do estádio, aproveitamos também para provar o pão com chouriço do bar local. O pessoal do bar é simpático, tem uma decoração que apreciamos bastantes (cheio de cachecóis dos mais variados clubes de futebol nacionais) mas o pão com chouriço é mediano, não é horrível mas também não é nada de espectacular.

Voltamos ao nosso lugar privilegiado com vista sobre a A1 mesmo a tempo de ver Vitinha dar um pontapé na cara do adversário (sem qualquer intenção do jogador do Rio Tinto que imediatamente meteu as mãos à cabeça) que é sempre um bom começo de segunda parte!

Durante esta segunda parte temos tempo para contar as 47 camionetas de passageiros, os 74 camiões e as 17 caravanas que atravessam o km 287 da principal autoestrada do país, tanto em direcção a sul como a norte. Ficamos felizes por ver que o caravanismo, uma modalidade que tão fortes raízes tem em Portugal, se encontra bem e saudável.

Perto da hora de jogo voltamos a ter acção dentro do sintético com Carlos a ensaiar uma bola para a área na marcação de um livre mas a meter a bola na linha em Simão que consegue arrancar um cruzamento muito perigoso para a área adversária que acabou cortado, mais uma vez, à última da hora para canto.

Com 30 minutos para jogar Manuel Pinheiro tira Maga do jogo e mete Paulo em seu lugar.

A partir do minuto 75 o jogo tornou-se mais quezilento e com muita bola no ar, muita vontade e pouca cabeça em ambas as equipas. Aos 78′ o treinador da AD Grijó recebeu ordem de marcha por parte do árbitro da partida, aos 79′ Carlos Sousa vê a cartolina vermelha (não conseguimos perceber se directo ou segundo amarelo) por uma falta que não conseguimos ver muito bem, ainda estávamos a contar camionetas, aos 85′ César salta com os braços abertos e atinge Paulo na face, vermelho directo para o camisa 22 que até estava a jogar em bom plano.

A 3 minutos dos 90 Diogo, já no coração da grande área gaiense, acerta mal na bola e acaba por rematar sem grande perigo naquela que seria a última oportunidade flagrante da nossa equipa.

Nesta altura as duas equipas estão completamente balanceadas para a frente e tentam chegar ao golo a todo o custo. São tirados 2 foras-de-jogo duvidosos ao Sport (o primeiro aceitamos mas no segundo ficamos com ideia que Bruno Teixeira está pelo menos em linha com a defesa) que deixariam um jogador do Sport na cara do guardião gaiense. No segundo “fora-de-jogo” Paulo recebe cartão vermelho por protestos (achamos nós) logo seguido de um pedido de desculpas e cartão amarelo, todas estas ofertas ao Paulo foram por parte do Sr. Juiz da partida. Ainda neste minuto Manuel Pinheiro promove as últimas alterações na equipa, tirando do terreno de jogo Macieira e Diogo e fazendo entrar Ricardinho e Joel.

O filme da partida fica completo com uma suposta grande penalidade não assinalada na área do Sport já nos minutos de compensação. Como estávamos a contar camionetas não conseguimos ver se realmente era ou não falta.

Destaques e Táctica de Bancada

A AD Grijó foi sempre uma equipa bastante lutadora e trabalhadora mas criou maior perigo maioritariamente por lances de bola parada, quase sempre cobrados por Carminé. Destacamos o capitão Artur, o avermelhado César e ainda Bruninho. Os nossos scouts em Grijó dizem que Carminé tem sido o marcador de bolas paradas de serviço, nem sempre com as melhores prestações em campo, hoje esteve bastante bem na primeira parte, tendo descido de prestação no segundo tempo.

Não fosse alguma falta de sorte à mistura, a nossa equipa podia ter saído de Gaia com a primeira vitória no campeonato. As melhores oportunidades foram criadas com bola corrida e apesar do resultado a equipa do Sport tentou jogar mais à bola (criando mais oportunidades de golo) e menos no “pontapé pá frente”.

Na defesa Jorge esteve bastante certinho e Simão teve sempre muita concorrência no seu lado mas conseguiu impor-se mais na segunda parte, Carlos e André foram incansáveis no meio campo e Vitinha já apareceu mais em jogo, fruto do futebol com bola controlada que já se praticou mais do que o costume. Na frente de ataque Bruno esteve sempre muito esforçado mas nunca muito inspirado, Paulo entrou mal em jogo, destacamos Diogo e Maga que foram sempre tentando fazer chegar as bolas à grande área adversária.

Ficamos com a ideia que é possível ver o Sport a jogar bem à bola com a bola controlada e criar boas oportunidades de golo e não apenas com o “pontapé pá frente”.

Próxima Partida

No próximo domingo o SC Rio Tinto recebe em casa outra equipa da margem sul do Douro, desta feita o SC Dragões Sandinenses que tem mais 1 ponto que o Sport e que ainda não conseguiu nenhuma vitória nesta época. O último embate entre estas duas equipas data de 24-02-2013 e apesar de nos últimos 20 encontros existir um empate em resultados (7 vitórias para cada equipa e 6 empates) nos últimos 6 encontros o Sport ganhou por 4 vezes.

Esta crónica é da autoria do Sérgio que não percebe nada de bola, vê mal ao longe e escreve como aprendeu na escola (sem AO).

 

 

Seniores – 2ª mão Taça AFP SC Rio Tinto – CD Sobrado

Taça AFP – SC Rio Tinto vs CD Sobrado

Chegamos ao Estádio pouco passa das 20h00 e o aspecto da bancada relembra-nos que nesta altura metade do país está de férias e que uma quarta-feira às 20h30 não é a melhor hora para vir ver a bola.

Mas cá estamos para apoiar o nosso clube frente ao Clube Desportivo de Sobrado na segunda eliminatória da Taça AFP. Sábado passado em Valongo o resultado do encontro foi um nulo de golos e a decisão da passagem à próxima fase foi adiada para Rio Tinto.

O Sport alinha com Matos, Simão, Jorge, Joel, Boni, Andrézinho, Careca, Vitinha, Paulo, Maga e Bruno. Em relação à tarde do passado sábado entraram Maga para a titularidade (Diogo ficou no banco) e face à expulsão de Macieira, Boni jogou a defesa esquerdo e Joel saltou para o eixo da defesa.

Na equipa do CD Sobrado, não conhecemos quase ninguém (só temos olhos para o nosso clube), mas reconhecemos e felicitamos o número 10 João Miguel que parece ter voltado ao activo no clube Valonguense.

 Algumas imagens do jogo:

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O jogo foi bastante disputado, ambas as equipas a tentarem chegar ao golo de várias formas e maneiras. Na segunda parte o esforço foi ainda mais acentuado de ambas as partes. 90 minutos melhor jogados que na primeira mão (o fresquinho do final de dia certamente ajudou) mas o nulo manteve-se até ao apito (semi) final.

O momento da noite aconteceu na segunda parte quando o Chico tentou imitar o Careca e fez um sprint pelo meio do campo atrás de uma bola que foi para o lados do Metro, todo o Estádio aplaudiu. Grande Chico.

Ora, no final dos 90 minutos regulamentares o resultado era 0 a 0 e portanto o vencedor iria ser encontrado através da marcação de grandes penalidades. 2 minutos antes Matos foi substituído pelo recém chegado Paulo Rocha e esta substituição serviu na altura para tirar as dúvidas sobre se o jogo ia a prolongamento ou a penalties.

A equipa de Sobrado começou primeiro e foi uma encenação perfeita do penálti do Roberto Baggio na final mundial de 94:

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O Sport converteu as 4 penalidades (Maga, Paulo, Careca e Joel (não necessariamente por esta ordem)) e o Paulo Rocha ainda defendeu a 4ª tentativa por parte de CD Sobrado, selando assim a passagem do Sport local à próxima eliminatória da Taça da Associação de Futebol do Porto.

 

Destaques:

Simão – parece estar em grande forma e está a encher-nos as medidas.
Careca – continua a entrar em campo com 5 pulmões a mais que o ser humano comum.
Boni – defesa esquerdo adaptado, maravilhou-nos com meia dúzia de queques bem aplicados, em que o contacto da bota com a bola foi feito no ângulo exacto e permitiu que a bola se movimentasse no rácio altitude/comprimento perfeito;
Andrézinho – jogo muito bom, sempre em cima do acontecimento.
No geral estivemos bem melhor que sábado e achamos que este ano a equipa está mais equilibrada.

Próxima Eliminatória

Na próxima eliminatória iremos defrontar a AD São Pedro da Cova, ainda não sabemos é o dia (está marcado para dia 2 de Setembro mas no dia 3 de Setembro temos a deslocação a Coimbrões para a Taça de Portugal). Segundo o Zerozero.pt, já defrontamos a equipa vizinha por 2 vezes para esta competição e temos 1 vitória e 1 empate.

Esta crónica é da autoria do Sérgio que não percebe nada de bola, vê mal ao longe e escreve como aprendeu na escola (sem AO).