Etiqueta: Elite Pro-Nacional

Seniores – 24ª Jornada do Campeonato (vs. Boavista FC B)

Os Velhos da Ferraria e a Derrota Mais Pesada do Sport

No passado Sábado fizemos a deslocação até Ramalde para vermos o clube do nosso coração defrontar a equipa B do Boavista FC e sair de lá derrotado por 5 bolas sem resposta, naquela que foi a derrota mais pesada que o Sport já sofreu (desde que o Sport faz parte da nossa vida).

Pré-Jogo

Desta feita saímos de Rio Tinto com tempo de sobra. Eram 14h05 e já estavamos a caminho do Parque Desportivo de Ramalde (também conhecido pelo “Campo do Inatel”). Chegamos com tempo de sobra para podermos apreciar o belo complexo desportivo que aqui está montado. Só peca pela falta de um Bar e de uma bancada com melhor protecção contra as intempéries. Pouca gente na bancada, fruto do mau tempo (achamos nós) que esteve presente durante toda a partida. 
O Sport alinha com Matos, Simão, Jorge Pereira, Boni, Macieira, Andrézinho, Pedro Rocha, João Novais, Ricardinho, Paulo Monteiro e Bruno Teixeira.

Andrézinho, Jorge, Novais, Simão, Matos, Boni, Bruno, Ricardinho, Pedro, Paulo e Macieira
Andrézinho, Jorge, Novais, Simão, Matos, Boni, Bruno, Ricardinho, Pedro, Paulo e Macieira

Primeira Parte

Logo aos 5 minutos de jogo Boni é brindado com uma bolada em cheio na cara, a bola continua a rolar e o Boavista a ter a primeira oportunidade de perigo do encontro com um remate de belo efeito. Boni manteve-se no chão após o violento encontro imediato com a bola da partida e recuperou passados alguns segundos.

Aos 9′ o avançado russo Svyatoslav Vatel a corresponder da melhor forma a um canto marcado na direita e a colocar a bola no fundo da baliza de Matos com um cabeceamento de belo efeito.

A equipa axadrezada entrou forte na partida, a impor um ritmo bastante alto no jogo com a ajuda do terreno molhado e desde muito cedo a tentar criar perigo.

Nesta altura somos assolados por um pensamento desolador “O que é que vamos fazer Domingo às 15h00 da tarde?“. É que o nosso relógio biológico já está formatado para ir à bola ao Domingo à tarde. Até já fizemos um trato com a Maria lá em casa, “mulher já sabes que ao domingo à tarde há bola, faça chuva ou faça sol!“. Uma pesquisa rápida e ficamos mais sossegados porque vemos que vai haver um CA Rio Tinto vs Estrelas FC Fânzeres e portanto já temos que fazer.

Um dos lances de perigo protagonizados por Bruno Teixeira
Um dos lances de perigo protagonizados por Bruno Teixeira

À passagem da meia-hora de jogo Bruno Teixeira surge isolado na cara do guarda-redes boavisteiro após um grande passe de Pedro Rocha mas não consegue facturar. Passados 5′ o camisola 8 dos axadrezados deu uma fruta tão grande no João Novais que até perdeu a caneleira e nem deu por ela. Ao minuto 38 Bruno a ter nova oportunidade com um cruzamento de Simão, mas o cabeceamento a não encontrar as redes da baliza adversária. Mais 2 minutos volvidos e mais uma oportunidade para Bruno Teixeira que rematou ao lado.

O momento do 2-0
O momento do 2-0

Como quem não marca arrisca-se a sofrer, ao minuto 43 o Camisa 4 do Boavista marcou na sequência de mais um canto (desta feita do lado esquerdo). Antes do apito para o intervalo Bruno Teixeira teve mais um cabeceamento perigoso e avançado boavisteiro Douglas ainda enviou uma bola ao poste do Sport.

O Boavista sai para o intervalo com uma vantagem de 2 golos, algo injusta na nossa óptica, mas desde quando é que a bola é justa? O Sport não aproveitou as oportunidades de golo que teve caso contrário poderia ter ido para o descanso com um resultado bem mais descansado.

Intervalo, Ambiente e Bar

Ora, chegou a hora de irmos explorar este belo complexo, esticar as pernocas, comer uma sandes, beber uma.. ah, esperem, este complexo não tem bar. Então ficamos aqui, à beira dos indefectíveis do Sport.

O Velho do Restelo (O Original)
O Velho do Restelo (O Original)

Pois é, estivemos os 15 minutos a levar com os “Velhos da Ferraria“. Vocês sabem de quem falamos, aqueles para quem nunca está nada bem, os nossos Velhos do Restelo cujo discurso é sempre o mesmo. Se a bola é metida por cima é porque a bola é para se meter por baixo, se a bola vai por baixo é porque a bola devia ter ido por cima. Se o Bruno remata é porque o Bruno devia ter passado e se o Simão cruza “Oh Simão leva mais a bola rapaz!“. Chamam Careca ao Carlos Sousa e Ricardinho ao Diogo. Para os nossos Velhos da Ferraria o Sport atacava 110 minutos por jogo, mesmo quando é canto da outra equipa a equipa do Sport subia toda para o meio campo adversário. O Matos é frangueiro, o Novais nem na 1ª Distrital tinha lugar e o Macieira é um arruaça. Os foras-de-jogo do Sport são SEMPRE mal marcados e os ataques do adversário são SEMPRE em fora-de-jogo.

Para estes senhores a nossa equipa nunca joga nada. Festejam os golos e as vitórias como os outros, mas nas derrotas e nos passes errados e em tudo o resto são mais cáusticos que sabemos lá o quê.

O Apanha-Bolas Solitário
O Apanha-Bolas Solitário

Segunda Parte

Enquanto tentamos fazer ouvidos moucos aos Velhos da Ferraria o jogo reinicia e o Boavista adianta-se ainda mais no marcador, um cruzamento rasteiro na direita do ataque local e surge alguém vestido ao xadrez no centro da área que só teve de encostar a bola para o fundo da baliza. Se até tinhamos ido para o intervalo com alguma crença que um resultado positivo era ainda possivel, afinal tinhamos tido mais oportunidades, estavamos era a ter algum azar, agora já pouca ou nenhuma confiança tinhamos num resultado positivo.

Careca com um belo cruzamento
Careca com um belo cruzamento

Aos 52′ Douglas aparece isolado na cara de Matos que defende para fora e ainda antes da hora de jogo Macieira recebe cartão vermelho (imaginamos nós que por palavras) e é expulso da partida. Poucos minutos volvidos e Matos novamente a negar o golo ao Boavista. Pedro Ferreira promove então as primeiras substituições da partida trocando Rocha por Careca e Paulo por Diogo. Aos 68′ Careca tem um grande passe para Bruno Teixeira que obriga o guardião boavisteiro a uma grande defesa.
Nesta altura os Velhos da Ferraria começam a abandonar o Parque Desportivo de Ramalde e nós pousamos o bloco de notas. A nossa ventosa, molhada e sombria tarde desportiva já estava feita. Aos 83′ o Camisola 18 faz o quarto golo e aos 92′ o Camisa 17 fecha o marcador com um remate em arco de belo efeito.

Vamos para casa cabisbaixos e com a maior derrota a que alguma vez assistimos. Rezam as crónicas que a maior derrota de que há memória do Sport foi na época de 2006/2007 ante o Candal.

Galeria

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Destaques e Táctica de Bancada

A equipa do Boavista entrou em campo com um ritmo muito alto, beneficiando do terreno rápido e jogando a favor do vento. Aquela que é, na nossa opinião, a equipa que melhor joga à bola nesta série demonstrou que tem jogadores bastante interessantes (Douglas e Vatel foram das melhores peças do xadrez da Boavista) e apesar da vitória ser justa o resultado é tremendamente penalizador para o Sport.

Matos esteve em bom plano (eu sei “ah então um guarda-redes que mama 5 golos e vais dizer que esteve em bom plano?“, Vou, vou dizer que esteve bem e safou várias bolas que levavam o selo de golo; Bruno foi, por ventura, o jogador com mais azar durante os 90 minutos, com várias oportunidades de golo mas a nunca conseguir encontrar o fundo da baliza adversária, ainda assim com uma boa prestação; Pedro Rocha encheu-nos (mais uma vez) as medidas, mesmo que seja o jogador mais baixo deste plantel; Jorge Pereira esteve muito bem no eixo da defesa (Sim, mesmo apesar dos 5 golos que sofremos); Andrézinho a manter-se forte no miolo do terreno e Ricardinho com vários pormenores de qualidade. Nota negativa para a expulsão de Macieira com um vermelho directo que o deixará de fora dos relvados por 2 jogos.

 

Próxima Partida

Na próxima partida o Sport recebe o Varzim B que ocupa a 12ª posição da tabela. Nos 7 jogos realizados ante o Varzim B contamos com 3 vitórias e 1 empate. Não sabemos se o Varzim irá trazer a bola desaparecida.

Esta crónica/sátira é exclusivamente da autoria do Sérgio que não percebe nada de bola, vê mal ao longe, escreve como aprendeu na escola (sem AO) e não aceita (nem faz) crónicas/sátiras por encomenda.

Seniores – 22ª Jornada do Campeonato (vs. FC Maia Lidador)

O comboio Regional que pára na Maia e o Touro Enraivecido

Este Domingo fomos até à Maia para assistirmos a mais um encontro da nossa equipa. Nem tudo correu de feição e regressámos a Rio Tinto com uma derrota (3-1).

Saímos de Rio Tinto já tarde, como aliás é costume quando vamos acompanhados, mas conseguimos chegar ao Estádio Prof. Dr. Vieira de Carvalho ainda a tempo do apito inicial. Enquanto estivemos à espera de quem chega fora-de-horas deu tempo para olharmos para o XI inicial e ver que Pedro Ferreira escolheu “os mesmos” à excepção de Maga que fica no banco por troca com Ricardinho.

Paulo, Boni, Bruno, Ricardinho, Rocha, Novais, André, Jorge, Simão, Matos e Macieira
Paulo, Boni, Bruno, Ricardinho, Rocha, Novais, André, Jorge, Simão, Matos e Macieira

Mesmo com o GPS (não perguntem porque é que precisamos de GPS para irmos para a Maia) conseguimos não ir directos ao Estádio mas ficamos a conhecer zonas que não conhecíamos na cidade da Maia. Fica a nota mental para ir directos ao Estádio na próxima vez.
Notamos que o Estádio Prof. Dr. Vieira de Carvalho ainda continua em obras na sua zona envolvente e notamos também que o Bar dedicado aos adeptos visitantes continua ao abandono.

Primeira Parte

O jogo começa com algum atraso mas logo ao primeiro minuto de jogo Paulo Monteiro, no seguimento de um livre marcado no lado direito, falha o alvo por muito pouco. Passado apenas um minuto, a equipa maiata tem um lance muito perigoso anulado já na grande área do Sport. Aos 7′ Ricardinho tem uma recepção de bola de grande classe. Foi tão doce que até anotamos para falar dela.
Durante o primeiro quarto-de-hora, o Sport teve mais bola e mais domínio de jogo, com bons pormenores mas sem nunca conseguir materializar os lances em golos. A equipa da Maia aventurava-se no ataque a espaços, nunca deixando o Sport “sossegar” defensivamente.

O jogador mais avançado do clube Maiato é Cafú, avançado experiente que já jogou na primeira liga (há muitos anos atrás) e que neste momento nos pareceu ser uma espécie de treinador-jogador no clube da casa. Sempre muito activo a comandar e a tentar falar com os seus companheiros de equipa.

Paulo a conduzir mais um ataque. Conseguem contar os apanha-bolas?
Paulo a conduzir mais um ataque. Conseguem contar os apanha-bolas?

O Estádio Prof. Dr. Vieira de Carvalho faz parte de todo um complexo desportivo e como tal o relvado tem pista de atletismo à volta… já sabem do que nos vamos queixar não já? Pois é, voltamos a ter um estádio com pista de atletismo e zero apanha-bolas. Cada bola perdida para além do terreno de jogo é uma paragem de largos segundos. No entanto, a equipa local teve a sensatez de deixar 3 ou 4 bolas perto de cada baliza, para que pelo menos os pontapés de baliza fossem mais céleres.

Aos 20′ de jogo o FC Maia tem um lance perigoso na área do Sport mas a bola é aliviada para canto; passados 6 minutos o camisa 8 (Sérgio Ferreira) remata do meio da rua e obriga Matos a uma bonita defesa para canto. No seguimento do canto o camisa 4 (Vasco Nogueira) coloca a bola no fundo das redes de Matos. Estava inaugurado o marcador.

A equipa da casa aproveita a paragem no jogo para se refrescar… lembram-se das paragens que os árbitros fazem quando está muito calor para os jogadores se poderem hidratar? Foi uma coisa do género, festejaram o golo e fizeram uma pausa não programada para beber água do cantil perante a nossa incredulidade.

Ricardinho prepara-se para cruzar
Ricardinho prepara-se para cruzar

Por volta da meia-hora de jogo João Novais desmarca Ricardinho na esquerda que consegue ir ir até à linha final e cruzar a bola para Bruno Teixeira que por muito pouco não iguala a partida para o Sport. Aos 35′ o camisa 10 (Ricardo Costa) aumenta a vantagem para a equipa da casa num livre directo.

Momento do 2-0
Momento do 2-0

Nesta altura alguém do FC Maia Lidador vai atrás das duas balizas e recolhe as bolas que lá estavam e leva tudo para o banco maiato. A partir daqui cada vez que uma bola era jogada para fora do terreno de jogo a reposição da bola em campo era feita com mais lentidão que a VCI em hora de ponta.

Via de Cintura Interna em hora de ponta
Via de Cintura Interna em hora de ponta

Aos 41 minutos o clube local vê um golo ser-lhe anulado e passados poucos minutos um jogador maiato faz falta dentro da grande área (bola na mão). Passaram-se 2 minutos de protestos até que Boni pudesse marcar o penalti e reduzir a vantagem para apenas 1 golo. Estava relançado o jogo, o Sport reduzia num dos últimos lances da primeira-parte e apesar de ir lutar contra mais do que apenas 11 jogadores, estávamos confiantes que era possível assistirmos a mais uma reviravolta no marcador.

Intervalo, Ambiente e Bar

Chega o apito de intervalo e lá vamos nós tentar arranjar de comer (houve quem trouxesse marmita de casa) e de beber. Ora como o Estádio não tem Bar que sirva os visitantes lá vamos nós conhecer o centro da Maia. Felizmente existem uns 4 cafés quase à porta do Estádio e lá conseguimos beber pelo menos alguma coisa. Enquanto saboreamos a nossa cerveja, analisamos a planta do complexo desportivo maiato e questionamos o que será preciso fazer para ser chamado de Professor e Doutor ao mesmo tempo. Continuamos a abominar pessoas que gostam de ser chamadas de Senhor Doutor e Senhor Engenheiro e outros que tais quando damos de caras com o Tone Camelo que veio ver a bola num belo domingo solarengo, mas como ainda vai a caminho do bar e o intervalo está quase a terminar decidimos voltar para o interior do recinto. Ainda temos tempo de visitar os wc’s (umas arrecadações) e constatar o estado de total abandono do que, em tempos, foi um bar para os visitantes.

Segunda Parte

Recomeça a partida e ao minuto 53 Ricardinho recebe cartão amarelo e uma ovação por parte dos adeptos locais. Festejaram quase tanto como nos golos e não conseguimos entender bem o por quê. Neste mesmo minuto Pedro Ferreira promove as primeiras alterações na equipa e faz entrar Careca e Diogo para os lugares de Simão e Pedro Rocha.

Remate de Bruno Teixeira
Remate de Bruno Teixeira

Dois minutos volvidos e Ricardinho assiste Bruno Teixeira que tem um remate de belo efeito mas acabou anulado pelo guardião maiato. Entretanto vão-se perdendo bolas pelo complexo da Maia, ora na bancada, ora na pista de atletismo.  Aos 62′ O FC Maia Lidador vê novamente um golo a ser-lhe anulado e aos 68′ Cafú surge isolado na cara de Matos mas acaba por adiantar demasiado a bola com a pressão feita por Jorge Pereira e Matos limpa a jogada.

Aos 73′ Bruno Teixeira envia a bola à trave na sequência de um canto e passados dois minutos Maga e Carlos Sousa entram em campo por troca com João Novais e Ricardinho.

As paragens de jogo intensificam-se tanto por habilidade dos locais como por (in)capacidade do Sr. Juiz (assistimos umas 6 ou 7 bolas ao ar só na 2ª parte). Cada lance de perigo do Sport em que a bola saisse do terreno de jogo implicava uma paragem de largos e largos segundos, quebrando qualquer ritmo de jogo e intensidade que a equipa tentasse ter. Já viajaram de Campanhã até Coimbra-A no Comboio Regional? Aquele que pára em 27 apeadeiros, 5 estações e 13 vezes para dar passagem aos alfas? Nós já e fizemos menos paragens nessa viagem do que as que vimos neste jogo.

Regional da CP na Pampilhosa, a caminho de Coimbra (A)
Regional da CP na Pampilhosa, a caminho de Coimbra (A)

Aos 85′ Cafú novamente isolado consegue enviar a bola ao lado na baliza de Matos e na jogada seguinte Bruno Teixeira tem mais uma oportunidade com um remate muito perigoso, mas havia de ser o clube local a sentenciar a partida aos 88′. Na sequência de um livre na esquerda a bola é metida na linha, cruzamento rasteiro para a área e o camisa 11 (João Almeida) sem oposição introduz a bola dentro da baliza de Matos.

O jogo termina pouco depois e tivemos ainda tempo para assistir a alguém do FC Maia Lidador a tentar chegar a alguém do Sport (achamos nós) por entre berros de “agarrem-me que eu vou-me a ele“. Vem-nos à ideia o Raging Bull do Scorsese e fazemos uma nota mental porque é um bom filme para vermos com a Maria. Se ainda não viram, vejam, vale a pena. O senhor estava mesmo enraivecido e teve de ser afastado por vários membros do clube local e ainda por Macieira que foi lá tentar acalmar o senhor e no fim ainda foi brindado com vários insultos vindos da bancada local. 

Raging Bull do Scorcese
Raging Bull do Scorcese

Galeria

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Destaques e Táctica de Bancada

A equipa do Sport entrou bem na partida mas deixou-se afectar pelos golos Maiatos e acima de tudo pela estratégia da equipa adversária e não soube aproveitar as oportunidades de que dispôs. Fugindo um pouco do que tem sido habitual o Sport abusou do jogo longo e directo mostrando incapacidade para dominar as operações.
Ricardinho e Jorge Pereira foram os nossos elementos em maior destaque. Na equipa adversária, o número 8 Sérgio Ferreira e o número 10 Ricardo Costa encheram-nos as medidas. Nota negativa para a falta de apanha-bolas e para o anti-jogo. É de esperar algum anti-jogo quando uma equipa se encontra a ganhar, mas quando é demais é mesmo demais. Esperamos que o tal senhor se tenha conseguido acalmar, não lhe vá dar alguma coisa no coração.

 

Próxima Partida

Na próxima partida o Sport recebe em casa o Lavrense, equipa 5 pontos acima da linha de água no 12º lugar. O Lavrense está na sua segunda época de Elite e nunca levou de vencida o Sport em 3 encontros. Na primeira volta, levamos de vencida a equipa matosinhense por 2-1.

Esta crónica/sátira é exclusivamente da autoria do Sérgio que não percebe nada de bola, vê mal ao longe, escreve como aprendeu na escola (sem AO) e não aceita (nem faz) crónicas/sátiras por encomenda.

Seniores – 18ª Jornada do Campeonato (vs. Rio Ave FC B)

Chuva, carecas, cambalhotas e guardas-de-honra

No passado Sábado pelas 17h00 fizemos a deslocação a Vila do Conde para vermos o Sport jogar frente à equipa B do Rio Ave FC em partida antecipada da jornada 18. Na “volta” anterior fizemos o nosso relato nas redes sociais em modo remote e sob o olhar insatisfeito da nossa Maria que não entende que o nosso amor pelo SC Rio Tinto não tem direito a férias. Activamos o roaming e vibramos com um jogo que não vimos mas que nos fez vibrar mesmo dada a distância. Partimos para Vila do Conde com bastante ansiedade e motivação para vermos se irá ser, ou não, um jogo igualmente emotivo.

Partimos tarde de Rio Tinto, quebramos algumas regras de limite de velocidade mas conseguimos chegar ao Estádio dos Arcos com 10 minutos de sobra e sem multas. A Casa do Sport Clube de Rio Tinto de Portimão está a postos em modo “remote” para nos ajudar com o relato no facebook e tentamos entrar na bancada coberta do campo secundário do Estádio Dos Arcos, onde a entrada nos é barrada por ser “apenas para adeptos do Rio Ave e o senhor vem com um cachecol com as cores da outra equipa“, “Mas o meu bilhete diz bancada coberta e eu tenho que tirar fotos e a máquina não é à prova de àgua e está a chover como pode ver“, “pode entrar mas tem de tirar o cachecol“.

Pensamos durante 2 minutos nas possibilidades que nos são dadas, engolimos um sapo e metemos o cachecol para dentro, afinal de contas a máquina é nossa e somos pessoas respeitadoras. Seria igualmente respeitoso haver bancada coberta tanto para os visitantes como para os visitados.

Fica a nota para quem estiver a pensar em contruir complexos desportivos ao lado do estádio “principal” para ter em conta as condições dos adeptos, tanto os da casa como os de fora.

Primeira Parte

Matos, Simão, Jorge Pereira, Boni, Macieira, Andrézinho, João Novais, Pedro Rocha, Ricardinho, Maga e Bruno Teixeira
Matos, Simão, Jorge Pereira, Boni, Macieira, Andrézinho, João Novais, Pedro Rocha, Ricardinho, Maga e Bruno Teixeira

O Sport alinha com o mesmo onze do jogo anterior (Matos, Simão, Jorge Pereira, Boni, Macieira, Andrézinho, João Novais, Pedro Rocha, Ricardinho, Maga e Bruno Teixeira.

Chuva Molha-tolos e ambiente frio em Vila do Conde

Começou a chover durante a nossa viagem e nunca mais nos livramos da chuva “molha-tolos”, os primeiros 20 minutos são de controlo de bola da equipa da casa, sem grandes oportunidades de perigo iminente mas com completa posse de bola.

A certa altura começamos a reparar que um jogador do Rio Ave quando quer pedir bola “grita”, lembram-se do Pablo que jogou no Sport? Era pior. Fez-nos lembrar quando vamos passear para o Portugal profundo e passamos por um rebanho de ovelhas e o pastor anda ali a chamar por elas, esse tipo de “berrinhos”. Aos 19 minutos o “Pastor” (número 11 nas costas, não sabemos o nome) teve um remate de belo efeito mas a bola é defendida para canto. Aliás o “Pastor” foi um dos melhores jogadores em campo, na nossa óptica claro está. O Sport tenta equilibrar o jogo com meia dúzia de jogadas de bola controlada mas sem nunca criar perigo. 

Ao minuto 22 o Número 4 consegue bater Matos já dentro da grande área e abre o activo no marcador. Ao minuto 25 mais um cabeceamento perigoso para a baliza de Matos mas sem concretização, até que aos 27′ Bruno Teixeira surge sozinho dentro da área e bate o guardião vilacondense. 

Bruno Teixeira a defender, para além de facturar!

Perto da meia hora de jogo o Pastor teve uma finta de belo efeito sob Boni mas Matos acabou por resolver a situação, já no final da primeira parte o número 9 aparece isolado frente a Matos mas remata por cima do travessão.

O fiscal-de-linha começou então a ser brindado com uma bela colecção de insultos pelo facto de ser careca. Rapidamente nos lembramos da pelada que temos na nuca e que parece que está cada vez maior, vasculhamos a mala e lá encontramos o sagrado ansiolitico que acaba por nos sossegar. Olhamos para trás e vemos que o dono dos insultos tem as “entradas” do cabelo bastante pronunciadas e basicamente tanto ele como o fiscal-de-linha têm o mesmo cabelo, usam é cortes de cabelo diferentes.

 
O Juiz Careca

Intervalo, Ambiente e Bar

Chegado o intervalo saimos do recinto para ir ao bar que fica na bancada do estádio principal. Queremos acreditar que o Estádio principal não é servido por este bar dado o tamanho e a oferta de produtos (in)existente. Damos uma mijinha e bebemos um daqueles cafés de cápsula, olhamos para o pão com chouriço mas achamos melhor não abusar na sorte.

Segunda Parte

Maga a dar a cambalhota no marcador e pinotes em Portimão!

Recomeça a partida e Magalhães no lado esquerdo do ataque faz o segundo golo para o Sport, contemos a emoção e festejamos timidamente a reviravolta, apostamos que estavam aos pinotes em Portimão.

Aos 55′ o Rio Ave tem um bola que bate com estrondo na barra de Matos. Nos entretantos Simão sofre uma falta e é assistido pelo Mágico Leo. Aquando da sua re-entrada em campo Simão é brindado com os habituais “ai já tás bom num é?” e começou a ser apelidado de Manhoso. Ora, durante a segunda parte Simão, teve uma série bastante positiva de cortes “manhosos” (leia-se fundamentais) e outras tantas incursões manhosas pelo ataque do lado direito.

Simão a preparar-se para mais uma de manhoso.

O Rio Ave tem mais uma bola que bate no poste e que Jorge alivia para fora e Pedro Ferreira promove a primeira substituição da noite, sai Ricardinho e entra Paulo, aos 70 minutos sai Novais por troca com Careca e Maga por troca com Diogo.

Nesta altura apercebemo-nos que o Sport tem um meio-campo como já não viamos há muito tempo, Andrézinho, Careca, Carlos Sousa, Pedro Rocha e Novais, não nos lembramos de um miolo tão forte desde que fazemos estas crónicas.
O Rio Ave continua a ter mais posse de bola (não tão pronunciada como na primeira parte) mas não consegue materializar, cria perigo de bolas paradas e o Sport aproveita o contra-ataque para tentar sentenciar o jogo. Aos 80′ Paulo tem um belo remate mas esbarrou no guardião do Rio Ave.

A Guarda de Honra à Guarda de Honra

Os insultos ao fiscal-de-linha intensificam-se e dois adeptos vilacondenses levantam-se e vão apanhar chuva para a beira do muro do campo, basicamente fazer uma espécie de Guarda de Honra ao juiz de linha, passados poucos segundos estes 2 adeptos tiveram eles mesmos direito a Guarda de Honra por parte de dois agentes da autoridade. A primeira Guarda de Honra não gostou e acusou a segunda de se colocar à frente deles e não os deixar ver a bola, apesar de a primeira Guarda de Honra se ter posto de pé a tapar a visão a quem estava sentado na bancada. Esta primeira Guarda de Honra não nos parece que que tenha muito sucesso ou conhecimento do conceito de lógica.

Boni a marcar um livre.

Até ao final do encontro Boni e Macieira (por duas vezes) tentaram alvejar a baliza do Rio Ave mas o Chico deve ter as bolas com os bares errados porque das 3 vezes os livres calharam francamente mal.

 

Galeria

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Destaques e Táctica de Bancada

A equipa do Sport aguentou bem a pressão dos locais, que teoricamente seriam bastante melhores, e conseguiu dar a volta ao marcador com bastante clareza. Toda a equipa esteve num bom plano, anulando, quando possível, as incursões no ataque dos locais e construindo bom futebol até à baliza adversária. Rocha e Novais confirmaram que são reforços a sério e nota-se que a equipa está cada vez mais entrosada e junta.
A equipa do Rio Ave, apesar de aparentemente ser composta por jogadores jovens é uma equipa que troca bem a bola e de certa forma acabou por ter algum azar (bolas nos ferros) e tem no “Pastor” um jogador com grande potencial.
No final ainda tivemos de abrigar o motorista dos visitantes até à camioneta, não fosse o homem apanhar uma maleita com a chuva que se manteve constante.

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Próxima Partida

Com esta vitória o Sport ocupa a 7ª posição da tabela a 8 pontos da zona de qualificação. A próxima partida da nossa equipa é já dia 28 de Janeiro onde recebemos a AD Grijó que ocupa a 12ª posição no Estádio Cidade de Rio Tinto. Relembramos que na primeira volta em Grijó o jogo ficou 0-0. O histórico de confrontos entre as duas equipas conta com 6 empates, 6 vitórias e 3 derrotas.

 

Esta crónica/sátira é exclusivamente da autoria do Sérgio que não percebe nada de bola, vê mal ao longe, escreve como aprendeu na escola (sem AO) e não aceita (nem faz) crónicas/sátiras por encomenda.

Seniores – 11ª Jornada do Campeonato (vs. FC Avintes)

Campeonato Elite – SC RIO TINTO 1 – 4 FC Avintes

Tarde negra em Rio Tinto. Muito público a assistir a esta partida muito equilibrada mas em que o Sport nunca conseguiu criar grandes oportunidades e em que os seus erros foram eficazmente transformados em golos pelos avintenses.

A Equipa

Mudança no onze inicial em relação às últimas partidas. Careca saiu lesionado na Póvoa e não esteve disponível para este jogo. Para o seu lugar entrou Luís Machado, estreia a titular esta época. O Sport alinhou assim com Matos na baliza, Simão, Jorge Pereira, Boni e Macieira na defesa, Andrezinho, Luís Machado e Carlos Sousa no meio e Paulo Monteiro, Maga e Bruno Teixeira na frente.

A Partida

Cedo se percebeu que o Avintes trazia uma equipa com personalidade e qualidade. O Sport entrou muito apático e foi o Avintes o dono da partida até ao golo inaugural aos 18′. Curiosamente, no minuto anterior, o Sport começava a mostrar sinais de estar a entrar no jogo com o seu primeiro remate por Bruno Teixeira, à figura. Mas antes disso já o Avintes tinha criado duas situações e aos 18′, num canto, o jogador avintense Rúben Pedrosa apareceu isolado ao primeiro poste e fez o golo.

O Sport acusou o toque e começou a aumentar a velocidade do seu jogo. 22′ minutos estavam decorridos quando Bruno Teixeira entra na área em disputa de bola com um defesa e é derrubado sem grande margem para dúvidas. Cartão amarelo e grande penalidade que Maga converteu com classe, fazendo o empate e o seu 8º golo no campeonato.

Entrávamos na melhor fase do jogo do Sport e aos 27′ uma grande jogada colectiva no lado direito leva a que um cruzamento de Simão encontre Maga na área. Este conecta bem com a bola num belo pontapé de pé esquerdo, mas o guarda redes visitante estava no caminho da bola.

O Avintes volta a aparecer no jogo no final da primeira parte com um cruzamento tenso perigoso junto à baliza que não encontra ninguém e com um contra ataque rápido após um livre mal batido pelo Sport mas que Matos conseguiu resolver no um para um.

Ao intervalo Pedro Ferreira fez a primeira substituição, tirando Luís Machado (em dia não) e fazendo entrar Ricardinho. Mas o Avintes volta a entrar melhor e faz logo aos 50′ o 2-1 num livre directo bem executado por Renato mas onde Matos parece não estar no melhor posicionamento possível. Novamente em desvantagem, o Sport faz entrar Vitinha para o lugar de Macieira e volta a tentar entra na partida. Aos 55′, Bruno Teixeira tem uma boa oportunidade mas o remate saiu ao lado. Vitinha entrou bem (fez talvez o seu melhor jogo com a camisola do Sport) e o Sport melhorava. E tudo se encaminhava para podermos recuperar com a expulsão aos 61′ de um jogador do Avintes por agressão a Andrezinho.

No entanto é o Avintes que marca, aos 68′, como que sentenciando a partida num lance de pontapé na frente do guarda redes. Jorge Pereira corta a bola de cabeça mas esta isola Rúben Pedrosa que, apesar de algo descaído para a esquerda consegue desfeitear Matos com um remate cruzado que encontra a malha lateral do lado oposto.

Os dez minutos seguintes ainda mostram um Sport a tentar reduzir distâncias novamente. Bruno Teixeira tem um bom lance aos 71′ em que cruza tenso e Paulo Monteiro quase chega à bola e aos 74′ Bruno volta a ter um remate em boa posição mas este sai fraco e à figura. Mas não mais o Sport conseguiu criar perigo, começando o coração a falar mais alto que a cabeça e o cansaço físico também a notar-se.

O Avintes volta a marcar na única outra vez que vai à frente (82′) numa grande penalidade algo duvidosa por falta de Boni, que parece somente cortar a bola. Já em período de descontos o Sport cria um lance com alguma confusão na área e Boni remata em boa posição mas novamente fraco e à figura.

O 4-1 final é algo penalizador para a nossa equipa e é o resultado dum bom jogo do Avintes e do excelente aproveitamento da sua equipa. O Sport fica a lamentar-se dos seus erros à frente e atrás e esta partida poderá servir de alerta para a inexistência de jogos fáceis e ganhos à partida, nesta divisão. Apesar das boas exibições e resultados recentes a equipa tem de puxar pelos galões contra todo e qualquer adversário se quer chegar aos lugares da frente, e entrar sempre forte e determinada.

 

Fotos

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Resultados da Jornada

Dos oito primeiros da tabela, sete empataram. O Padroense foi o único a ganhar (fora na Póvoa de Varzim) e foi o grande vencedor da jornada chegando ao 4º lugar a um ponto da liderança. Destaque também para a vitória do Maia no estádio do Candal por 0-4 que lhes permite ultrapassar o Sport na tabela.

Próxima partida

No próximo fim de semana o Sport Clube de Rio Tinto desloca-se ao Padrão da Légua para defrontar o 4º classificado. A equipa matosinhense está há 4 jogos sem perder e em casa conta com 5 vitórias em 5 jogos. Avizinha-se portanto um jogo complicado para a nossa equipa. No entanto, a história tem estado do nosso lado nestes encontros. Nas 5 últimas deslocações ao Padroense, o Sport nunca perdeu, empatou 3 vezes e ganhou 2.

#FORÇASPORT!

 

 

Seniores – 10ª Jornada do Campeonato (vs. Varzim SC B)

Vento, apanha-bolas e um empate amargo no último minuto

Mais uma vez vamos jogar à Póvoa em Novembro, nos 4 encontros fora de portas frente ao Varzim B dois foram em Novembro, um em Dezembro e outro em Janeiro. A AFP tem de rever estes sorteios. Gostávamos de visitar a Póvoa com o Sport em meses de menos frio e vento. A sério, vejam lá isso se faz favor.

Nó último jogo entre estas duas equipas assistimos a um verdadeiro Espectáculo de Variedades, ainda se lembram? Claro que lembram, quem é que se vai esquecer desse jogo que teve de tudo um pouco. Será que este ano vamos ter direito ao mesmo Espectáculo?

Chegamos cedo à Póvoa confirma-se que o frio e o vento estão presentes, pouca gente nas bancadas, um magusto/espectáculo a acontecer nas traseiras do estádio, a equipa principal dos locais a jogar em casa à mesma hora e a deslocação mais longa para a equipa do Sport nesta fase explicam (em parte) a fraca moldura humana antes do apito inicial.

O Sport apresenta a mesma equipa que tem usado nos últimos encontros. Matos, Macieira, Boni, Jorge, Simão, André, Careca, Carlos Sousa, Paulo, Magalhães e Bruno Teixeira são os jogadores irão tentar trazer para Rio Tinto a primeiro vitória em terras Poveiras, ante a pior defesa da série.

Magalhães, Paulo, Bruno, Boni, Careca, Carlos, André, Jorge, Matos, Simão e Macieira
Magalhães, Paulo, Bruno, Boni, Careca, Carlos, André, Jorge, Matos, Simão e Macieira

Primeira Parte

Dois minutos de jogo e Jorge Pereira alivia uma bola para fora do Estádio e para dentro do parque no qual o Estádio se encontra inserido. Ouvimos dizer que aquele magusto ali ao lado é para angariar dinheiro, talvez Jorge tenha tido ideia de participar na angariação com uma bola da Macron, a verdade é que chutou para o lado errado e a bola nunca mais foi vista. Aliás de referir que tendo em conta as criticas que já ouvimos de vários jogadores (de várias equipas) a esta bola, não ficariamos surpresos que Jorge tenha feito de propósito. Afinal de contas, a AFP escolheu uma bola de treino para ser usada como bola principal. A própria Macron vende esta bola como sendo uma bola de treino. Este espécime em especifico já não volta a treinar (nem a jogar) no Municipal da Póvoa.

A bola (de "treino") desaparecida
A bola (de “treino”) desaparecida

É neste momento que percebemos que não existem apanha-bolas no terreno. Não é uma questão de haverem poucos, não há nenhum mesmo, isto num campo com pista de atletismo à volta e com poucas redes a circundar o terreno de jogo.

Quinze minutos de jogo e Careca assiste Bruno Teixeira que remata com muito perigo à baliza local, um minuto passado e Simão cruza para a área onde Bruno Teixeira de cabeça volta a criar muito perigo e aflição na defesa Varzinista. 

Macieira a deixar um adversário com "os olhos em bico".
Macieira a deixar um adversário com “os olhos em bico”.

O jogo estava morno, em ritmo lento e com a duas equipas a estudarem-se mutuamente. O Sport com mais posse de bola e dominio de jogo, ia tentando criar lances de golo mas tirando as duas oportunidades perto do quarto de hora não houve muitos lances de real perigo para qualquer das balizas. No entanto o Sport ia tomando conta do jogo, maioritariamente com a bola controlada, tentando criar jogadas com cabeça.

Perto da meia hora de jogo um suplente do Varzim lá foi tentar ir à procura da bola perdida, desapareceu no meio da folhagem e quando reapareceu veio de mãos a abanar. A bola nunca mais foi vista.

Bruno a ser carregado em falta
Bruno a ser carregado em falta

Aos 40′ após um lançamento lateral perto da área da equipa local Magalhães interpela uma bola que sobra para uma zona onde se encontrava Bruno Teixeira e dois defesas locais, Bruno entra na área em perseguição do esférico e é derrubado sem grande margem para dúvidas, grande penalidade para o Sport. Falta referir que o corte fundamental de Magalhães foi feito com o rabiote. Magalhães a assistir Bruno Teixeira com o rabo. Genial

Chamado a marcar Magalhães não tremeu e inaugurou o marcador para o Sport.

Magalhães a inaugurar o marcador
Magalhães a inaugurar o marcador

Quando já pensavamos que iriamos para o intervalo em vantagem, eis que é assinalada grande penalidade na área do Sport, sem grandes dúvidas também. O número 7 (outro Camisola 7 sem nome) igualou a partida.

Intervalo, Ambiente e Bar

As equipas recolhem aos balneários com o resultado empatado. Alguma felicidade para os locais pois ficámos com ideia que o Sport tinha feito mais e melhor e merecia a vantagem ao intervalo.

Nesta altura aproveitamos para esticar as pernocas e fazer a obrigatória visita ao bar local. Lugar simpático mas com uma variedade de produtos quase inexistente. Não há bifanas, panados, cerveja, nada. Se é para isto ficamos em casa e assaltamos o nosso frigorifico. Ainda assim havia fila e uma clara deficiencia de mão-de-obra, por muito boa vontade a única pessoa que estava atrás do balcão não consegue dar conta da coisa sozinha.

A bancada ficou mais compostinha, perto de 70 pessoas vieram rapar frio e vento e esperar mais que o normal no bar. Ou se calhar foi organizada uma comissão de resgate à bola perdida.

Segunda Parte

Recomeça a partida e Pedro Ferreira mete Diogo, Ricardinho e Machado a aquecer.

Aos 50′ de jogo Macieira bate um livre na esquerda e Jorge quase, quase cabeceia para golo. À passagem da hora de jogo, num canto marcado na direita por Macieira a bola é batida curta para Simão que cruza para a área e após um ressalto Magalhães com reflexos de tigre efectua um remate de belo efeito e coloca a bola no canto superior da baliza Poveira. Um golo de belo efeito, Magalhães a bisar e o Sport novamente na liderança da partida! 

Magalhães num golo de belo efeito
Magalhães num golo de belo efeito

Imediatamente Joel e Hugo saltam para o aquecimento por troca com Machado e Diogo.

Ao minuto 70 a primeira substituição no Sport, sai Careca e entra Ricardinho. Paulo Monteiro passa a ocupar uma posição central e Ricardinho vai para a ala. Passados 5 minutos Bruno Teixeira tem uma bola já perto da pequena área mas não conseguiu dar o melhor seguimento ao lance, um lance muito confuso com a defesa do Varzim em apuros mas a conseguir evitar o golo.

Em cima do minuto 90 Magalhães é substituido por Diogo.

Quando já nos preparavamos para pousar o bloco de notas, eis que é marcada uma falta perto do circulo central e o Varzim SC envia toda a gente lá para a frente numa última e desesperada tentativa de igualar a partida. Matos sai à bola com intuito de a socar mas é prontamente empurrado por um jogador poveiro, a bola sobra para o Camisa 11 que iguala a partida no último lance do jogo e já no final do tempo de compensação. De onde estamos posicionados ficamos com a ideia que Matos é efectivamente empurrado.

Lance que terminou com o golo do empate
Lance que terminou com o golo do empate

Galeria

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Destaques e Táctica de Bancada

O jogo foi lento e teve imensas paragens (ora para ir atrás de bolas, ora por faltas e faltinhas) e não houve propriamente um bom ritmo de jogo, algo que prejudicou a nossa equipa. O Sport merecia ter ido a vencer para o intervalo e merecia ter saído da Póvoa com os 3 pontos. Não tendo sido um dominio avassalador mas teve (quase) sempre o controlo do jogo e a equipa local poucas ou nenhumas oportunidades iminentes de golo teve. O empate torna-se amargo por ter sido no último lance da partida, pela forma que foi e por mais uma vez o Sport perder pontos na Póvoa (4 jogos, 3 derrotas e 1 empate). Tendo em conta tudo o que se passou em campo, o resultado justo seria a vitória Riotintense.

Magalhães esteve nos dois golos e fez uma boa partida; Paulo, Macieira, Jorge, Boni, Andrézinho e Carlos Sousa estiveram igualmente em bom plano.

Na equipa Poveira destacamos o Camisola 11 que fez uma bela partida.

Tanto quanto sabemos, as buscas pela bola desaparecida serão retomadas pela manhãzinha, aquando da primeira luz solar.

Próxima Partida

Com este empate o SC Rio Tinto ocupa a 10ª posição na tabela com 12 pontos e o Varzim SC B cai para a zona de despromoção.

No próximo dia 19 o Sport recebe o FC Avintes que nesta jornada foi derrotado pelo Boavista B e que ocupa a 9ª posição. Desde 2011 que as duas equipas não se defrontam e apesar do saldo positivo (12 vitórias e 3 empates em 20 partidas) não se antevê uma partida fácil para a equipa de Pedro Ferreira.

 
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Esta crónica/sátira é exclusivamente da autoria do Sérgio que não percebe nada de bola, vê mal ao longe, escreve como aprendeu na escola (sem AO) e não aceita (nem faz) crónicas/sátiras por encomenda.

Seniores – 9ª Jornada do Campeonato (vs. Boavista FC B)

Campeonato Elite – SC RIO TINTO VS Boavista FC B

Jogo grande em Rio Tinto contra uma excelente equipa do Boavista FC, que se encontra na segunda posição da tabela classificativa. Com a bancada bem composta, o Sport cumpriu objectivos ao vencer por 1-0 em mais uma excelente exibição.

A Equipa

Terceira semana consecutiva com o mesmo onze inicial e a equipa a corresponder com três vitórias. Posse de bola, agressividade na recuperação e poucas oportunidades concedidas ao adversário foi a imagem que esta equipa construiu neste jogo com o Boavista.

A Partida

Assistiu-se a um jogo bastante equilibrado e sem que nenhuma equipa conseguisse sobrepôr-se à outra de forma a conseguir criar grandes oportunidades de golo. Nem sempre bem jogado, houve muita entrega e luta a meio campo, com as equipas a alternarem o domínio de jogo em períodos distintos da partida. Foi possível no entanto perceber que estiveram em campo duas equipas com excelentes ideias de jogo e que tudo fizeram para atingir os seus objectivos, mas esbarrando quase sempre na qualidade do adversário.

O Sport entrou com vontade de mandar na partida e logo aos 2′ conseguiu o primeiro remate por Paulo Monteiro. Dominando esta primeira fase do encontro, só aos 16′ consegue rematar novamente, por Andrezinho. Por volta dos 25′ o Boavista começa a crescer e domina o resto da 1ª parte mas o melhor que consegue são cantos inconsequentes e remates de fora da área, sempre sem perigo.

Na segunda metade, o Sport volta a entrar forte e logo aos 50′ a bola passeia perigosamente na pequena área boavisteira num cruzamento-remate de Macieira. Aos 55 e 60′ o Boavista tem as suas melhores oportunidades, mas estas surgem novamente de remates fora da área que passam perto dos postes de Matos. O jogo continuava numa toada dividida a meio campo até que, aos 75′, Careca intercepta uma reposição em jogo de pontapé de baliza do Boavista e com a ajuda de Ricardinho também, o Sport ganha um canto. Ricardinho bate o canto, Paulo perturba o guarda redes no primeiro poste e a bola chega a Carlos Sousa que, em cima da linha de golo, encosta de peito para o golo da vitória.

O jogo ficou decidido com este lance, pois no tempo que restou o Sport geriu com experiência e qualidade a vantagem e o Boavista não mais conseguiu chegar perto de criar perigo para a nossa baliza.

Mais uma exibição cheia de qualidade e personalidade do Sport e mais uma vitória. Depois do início de campeonato atribulado, a equipa parece estar agora no caminho do sucesso. A destacar nesta partida, a coesão defensiva da equipa nunca permitindo lances de perigo, elevado número de recuperações de bola e o nunca desistir da procura da vitória. Uma vitória da Equipa, na verdadeira acepção da palavra.

Fotos

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Resultados da Jornada

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Os 3 primeiros da tabela perderam pontos nesta jornada, com Valadares a empatar em casa e Leça a perder em casa com o Oliveira do Douro que se chega assim aos primeiros lugares. Tudo muito junto na frente num campeonato muito equilibrado. Sport e Avintes são as equipas do momento com 3 vitórias nas últimas 3 partidas.

Próxima Partida

No próximo fim de semana o Sport Clube de Rio Tinto desloca-se à Póvoa de Varzim para defrontar a equipa B local que se encontra na 13ª posição com 2 vitórias e 1 empate em 9 jornadas. Nas últimas 3 épocas o Sport tem saído sempre derrotado nesta difícil deslocação. Está na altura de mudar a história.

#FORÇASPORT!

 

 

Seniores – 8ª Jornada do Campeonato (vs. UD Lavrense)

Vitória em terreno complicado

A equipa senior do SC Rio Tinto deslocou-se hoje ao Complexo Municipal de Lavra para defrontar a UD Lavrense em encontro da 8ª Jornada do Campeonato. O terceiro embate entre os dois emblemas a nivel senior e que terminou com uma vitória da nossa equipa.

Depois do belo jogo que a equipa nos proporcionou na jornada anterior estamos com a confiança em alta e, achamos nós, este jogo irá ser um dos mais importantes desta época até ao momento. O Rio Tinto fez uma bela exibição a semana passada mas agora é muito importante manter as boas exibições e amealhar pontos. Na época transacta a deslocação a Lavra culminou num empate tirado a ferros já nos últimos minutos da partida, num campo dificil frente a uma equipa bem montada por António Gaiteiro.

A equipa que iniciou a partida, Maga, Paulo, Bruno, Boni, Careca, Carlos, André, Jorge, Simão, Matos e Macieira
A equipa que iniciou a partida, Maga, Paulo, Bruno, Boni, Careca, Carlos, André, Jorge, Simão, Matos e Macieira

O Sport entrou em campo com a mesma equipa da semana passada (Matos, Simão, Jorge, Boni, Macieira, André, Careca, Carlos, Maga, Paulo e Bruno Teixeira). 

Do lado dos visitados reconhecemos Carlitos e Mata que já equiparam de amarelo e preto.

Primeira Parte

A equipa da casa entrou melhor em jogo com mais posse de bola, focada no ataque e a pressionar a todo o campo. Aos 10′ num livre marcado da esquerda para a direita da baliza de Matos a bola entra mesmo na baliza do Sport mas o fiscal de linha prontamente levantou a bandeirola e o golo foi assim anulado. A pressão dos locais manteve-se e o Rio Tinto não conseguia pegar no jogo, passes falhados, bola pelo ar e várias bolas perdidas demonstravam que a equipa não entrou bem em jogo.

Magalhães, o Pensador
Magalhães, o Pensador

Aos 21′ o Camisola 7 (que vai para sempre ser conhecido como “camisola 7” ao longo deste artigo uma vez que não encontramos o nome do homem nem no zerozero nem no site do clube) remata de primeira à entrada da grande área do Sport e inaugura o marcador com um belo golo. Matos ainda toca na bola mas a mesma levava selo de golo.

Passados 2 minutos Ricardinho salta do banco para a “pista de aquecimento”.

Após o golo do Lavrense a nossa equipa tentou pegar no jogo e reagir mas mantinha-se a toada de passes falhados e bolas perdidas. Basicamente, aquele futebol que nos entusiasmou em Gaia e em Rio Tinto nas jornadas anteriores não marcava presença no Municipal Lavrense. Os lances de perigo do Sport eram algo atabalhoados, com pontapé para a frente e ressalto na canela.

Bruno Teixeira a cabecear para golo
Bruno Teixeira a cabecear para golo

No entanto, lentamente a equipa do Sport conseguiu equilibrar a partida. A UD Lavrense sempre muito ofensiva (com mais coração que cabeça muitas vezes) nunca desistiu de tentar ampliar a vantagem e criar perigo na área de Matos. O Sport começou a trocar mais (e melhor) a bola e à meia hora de jogo Macieira bate um livre para a área, a castigar falta sobre Careca, que foi finalizado por Bruno Teixeira numa bela cabeçada. O número 30 do Sport a marcar ao minuto 30.

A equipa matosinhense foi rápida a reagir e aos 32′ o Camisola 16 tentou imitar o parceiro (Camisola 7) mas desta feita a bola não levava selo de golo. Um minuto depois o Camisola 7, num belo pormenor de calcanhar, isola Carlitos que frente a frente com Matos consegue introduzir a bola na baliza do Sport mas novamente o golo a ser anulado, desta feita por fora-de-jogo. No primeiro golo anulado não percebemos muito bem o que se passou (somos leigos no que diz respeito à prática do futebol e ainda mais nas leis do jogo) mas neste “golo” ninguém de Lavra protestou. Portanto tendo em conta o nível de protestos durante o jogo e especialmente naquele primeiro golo, temos confiança suficiente para dizer que o Carlitos estava mesmo em fora-de-jogo neste lance.

Macieira no corte, Ricardinho no aquecimento
Macieira no corte, Ricardinho no aquecimento

O Sport não se deixou ficar e Macieira bate novo livre para área adversária onde, após alguns ressaltos, a bola sobra para Paulo que já perto da pequena área tenta introduzir a bola mas sem sucesso. Ainda houve ali mais um ou outro ressalto mas a bola saiu para canto.

Ao minuto 44 o Camisa 16 (outro elemento acerca do qual desconhecemos o nome) tenta novamente imitar o golo do Camisola 7 mas novamente sem sucesso.

Magalhães, o Pensador a fazer o segundo para o Sport
Magalhães, o Pensador a fazer o segundo para o Sport

Aos 45′ Magalhães recebe a bola na esquerda, dribla vários adversários, flecte para o centro do terreno, remata colocado e coloca o Sport na dianteira da partida. O jogo termina pouco depois e o Sport vai para o balneário com a reviravolta feita.

Intervalo, Ambiente e Bar

As equipas recolhem aos balneários e a terceira equipa a sair do terreno de jogo é vaiada pelo público local. A criatividade dos insultos às progenitoras dos visados deixaram muito a desejar. Aproveitamos para visitar o bar local e, apesar da extrema simpatia de quem está atrás do balcão, o panado é médio/fraco na nossa opinião.

Anotamos ainda que estava pouca gente presente na bancada tanto do lado de Lavra como de Rio Tinto. Uma bela tarde de bola que muita gente optou por não assistir. Tendo em conta as filas que vimos na A28 o mais certo é ter ido tudo para os centros comerciais às compras, mas o Complexo de Lavra tem uma superfície comercial mesmo ao lado, com estacionamento fácil e grátis. Para a próxima vez podem prometer levar a Maria às compras, só que em vez de irem para a confusão dos shoppings vão até Lavra, estacionam o carro no supermercado e dizem “Oh Maria eu fico aqui à tua espera” e vão ver a bola enquanto ela vai às compras.

Segunda Parte

Recomeça a segunda parte com Maga a segurar a bola na linha lateral, desmarca Macieira que cruza para a àrea onde Paulo chega uma fracção de segundo atrasado e consegue apenas raspar na bola. Aos 50′ mais uma bela jogada com Simão e Carlos (achamos nós) e a bola é metida no miolo da área onde Paulo abre as pernas e deixa a bola passar para alguém que não estava lá. O Sport a entrar em campo com uma atitude completamente diferente, a ir atrás do golo, a trocar a bolinha com os pés e acima de tudo com cabeça. 

Paulo, em bom plano na segunda parte
Paulo, em bom plano na segunda parte

O Camisola 7 voltou a visar a baliza de Matos aos 58′ com a bola a passar muito perto do poste (houve quem festejasse mais um golo que depois não o foi), e aos 60′ o recém-entrado número 6 (que também não tem nome) apanhou uma bola solta à entrada da àrea e num pontapé de belo efeito acertou em cheio na barra da baliza riotintense.

Ao minuto 64 finalmente o aquecimento de Ricardinho chegou ao fim e entrou em campo para substituir Paulo.

Aos 68′ Carlitos tem uma oportunidade já dentro da área mas a jogada termina pela linha final, aos 78′ mais um remate muito perigoso da UD Lavrense com Matos em bom plano, no canto resultante a bola andou ali perto mas não chegou a entrar.

Ao minuto 80 alguém do banco do Lavrense começa a bater no banco e a puxar pela equipa, qual capo matosinhense, infelizmente ninguém na bancada pegou no cântico. É sempre bonito ver jogadores que para além de usar, sentem a camisola e tentam ajudar/empolgar os colegas de equipa, mesmo que não seja da melhor maneira. Um minuto depois Diogo e Joel entram em campo por troca com Carlos Sousa e Bruno Teixeira, Pedro Ferreira a antecipar o ataque final do adversário à baliza de Matos e a colocar mais uma peça defensiva no meio-campo.

Aos 86′ o Camisola 7 é o autor de mais um belo remate à baliza do Rio Tinto, mas mais uma vez sem frutos.

Mais um contra-ataque
Ricardinho a comandar um contra-ataque

Já nos descontos o Camisola 19 do Sport (Joel) faz falta ainda no meio-campo do Lavrense e por isto o Camisola 29 do Sport (Diogo) levou cartão amarelo. Na nossa opinião é bem-feita para o Camisola 29, quem é que te mandou entrar em jogo ao mesmo minuto que o Camisola 19? E estares a alguns metros de onde a falta foi feita? E a cor da tua camisola também é amarela? E, como se não bastasse, também és um Camisola “9”.  Então toma lá um amarelo gratuito e sem sentido.

O final da partida chegou passados poucos minutos e o trio de arbitragem voltou a ser brindado com um coro de insultos de fraca criatividade.

Galeria

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Destaques e Táctica de Bancada

A equipa do Sport entrou mal no jogo, com muitas bolas perdidas, passes mal feitos e sem grande cabeça nos movimentos ofensivos. Conseguiu equilibrar a partida a meio da primeira parte e conseguiu ter algum controlo de jogo até meio da segunda parte. Começou mal, deu a volta ao texto e no final acabou a defender (com vários contra-ataques que não levaram o melhor caminho). Paulo esteve mais apagado na primeira parte mas entrou muito bem no segundo tempo, com vários roubos de bola e oportunidades de golo. Carlos Sousa esteve num plano positivo também com passes decisivos. Destaque ainda para Magalhães, não só pela pose de Pensador, mas por mais um golo (assim como Bruno Teixeira).

A equipa não fez um jogo entusiasmante como na semana passada mas não foi, de todo, um mau jogo, afinal de contas os 3 pontos vieram para Rio Tinto. A equipa de Lavra muito cedo tentou tomar conta do jogo e sempre com muita vontade pressionou desde o primeiro minuto o portador da bola, o Sport demorou algum tempo a ajustar-se ao jogo mas quando o conseguiu fazer deu a volta ao resultado e entrou muito forte na segunda parte, podendo ter aumentado o marcador por mais que uma vez. Na fase final o Lavra tentou empatar com todos os meios que tinha e a equipa do Sport acabou por descer (e bem) no terreno na defesa da baliza de Matos.

Na equipa de Lavra destaque para o Camisola 7 e Carlitos que foram sempre os mais inconformados na segunda parte e estiveram em bom plano no geral.

Resultados da Jornada

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Muitas equipas da frente a perderem pontos nesta jornada, nomeadamente o Boavista com a primeira derrota, e o Valadares a empatar na Póvoa. Pedrouços e Leça são quem mais benefício retira chegando ao 4º e 2º lugar respectivamente.

Próxima Partida

Com esta vitória o Sport ocupa a 11ª posição da tabela enquanto o Lavrense caiu para último. No próximo domingo O SC Rio Tinto recebe o Boavista (B) que nesta jornada perdeu frente ao Maia Lidador e ocupa a segunda posição classificativa. Não há registo de encontros ante o Boavista no escalão senior.

 

 

Esta crónica/sátira é exclusivamente da autoria do Sérgio que não percebe nada de bola, vê mal ao longe, escreve como aprendeu na escola (sem AO) e não aceita (nem faz) crónicas/sátiras por encomenda.

Seniores – 6ª Jornada do Campeonato (vs. Valadares GFC)

Estreia de Pedro Ferreira nos comandos da equipa Senior

Depois de uma semana mais atribulada com alterações na equipa técnica, partimos novamente para Vila Nova de Gaia (terceiro jogo esta época na margem sul; nos últimos 8 jogos, 5 foram contra equipas Gaienses), com bastantes expectativas para o primeiro encontro do novo timoneiro da equipa Pedro Ferreira na 6ª Jornada do Campeonato. Será que vai haver mexidas na equipa? Será que o modelo de jogo vai ser o mesmo? Será que equipa lidou bem com a mudança? Temos muitas perguntas para esta tarde de bola.

Chegamos a Valadares e faltam 15 minutos para o pontapé de saída. Rapidamente percebemos que isto não vai correr bem porque o sol atesta na bancada e as sombras são poucas e longe do terreno de jogo. Um calor abafado instalou-se em Valadares e se nos causa desconforto a nós, mais irá certamente causar aos intervenientes dentro das quatro linhas.

A equipa que iniciou a partida, Maga, Paulo, Bruno, Careca, Joel, Vitinha, Andrézinho, Jorge, Simão, Matos e Macieira

O Sport alinha com Matos, Simão, Jorge, Joel, Macieira, Andrézinho, Careca, Vitinha, Paulo Monteiro, Maga e Bruno Teixeira. No banco estavam Pina, Hugo, Boni, Fred, Machado, Marcos e Diogo Cunha. Na bancada ficaram Paulo Rocha, Cardoso, Fábio, Duarte, Carlos Sousa e Ricardinho (uns por castigos e lesões, outros por opção). Avistamos ainda Ivo Coimbra a assistir ao jogo junto dos adeptos Riotintenses.

Em termos de mexidas não há muito a apontar (Carlos Sousa castigado e Ricardinho lesionado são cartas fora do baralho neste jogo).

Primeira Parte

A equipa do Valadares GFC, muito bem montada por Arlindo Gomes, entra em campo com uma pressão muito alta, não dando grandes espaços à nossa equipa. Apesar disto a equipa do Sport tenta sair para o ataque com a bola controlada.

Paulinho a visar a baliza de Matos perante a oposição de Jorge e Simão.

Ao primeiro quarto de hora de jogo Jorge Gonçalves em parceria Gabriel Aquini cria um lance de perigo na direita do ataque e a bola sobra para a entrada da área onde Paulinho remata com perigo e visa a baliza de Matos.

Aos 17′ Jorge Gonçalves faz uma bela abertura para Joãozinho que já dentro da área do Sport remata com muito perigo mas para fora do terreno de jogo.

O Valadares ia tendo mais bola, pressionava bastante alto e por sua vez o Sport tentava chegar à baliza adversária com a bola controlada. 

Entretanto continuamos a insultar o calor abafado que se faz sentir e invejamos quem tem lugar à sombra, como aquele reporter fotográfico que se foi sentar perto de uma baliza onde devia estar bem fresquinho, sacana! Mas a inveja só durou 3 minutos porque o senhor levou com uma bola em cheio que o deitou abaixo do banco. Temos calor mas ao menos continuamos sentados.

Perto da meia-hora de jogo Macieira bate um canto na direita do ataque, a bola é batida directamente à baliza adversária mas bate caprichosamente na trave. Poucos minutos volvidos e Jorge Gonçalves centra a bola para a área do Sport onde aparece alguém do Valadares a cabecear já perto da pequena área mas Matos a negar o golo com uma defesa de recurso, no final do lance surje mais um remate da parte de fora da área desenquadrado com a baliza.

Aos 40′ de jogo um cruzamento na esquerda do ataque do Valadares encontra Jorge Gonçalves que cabeceia ao lado. Três minutos depois Macieira bate um livre na esquerda e Paulo Monteiro cabeceia ligeiramente ao lado da baliza Gaiense.

Intervalo, Ambiente e Bar

A primeira parte termina e a sensação com que ficamos é que a equipa da margem sul do Douro teve mais controlo de bola, mais oportunidades de inaugurar o marcador mas a equipa do Sport não ficou muito atrás e deu uma boa réplica dentro de campo.

Ficou evidente que o adversário tem uma frente de ataque muito forte, comandada por Jorge Gonçalves e Paulinho, ajudados por Fabinho e Joãozinho. Notaram que mencionámos quase todos os “inhos” do Valadares numa frase? Fica a faltar o número 20 Ruizinho, acerca do qual não temos nada apontado mas tendo em conta a qualidade dos restantes “inhos” da equipa fica a referência ao “inho” mais novo, certamente é de estar atento à progressão deste jogador, quanto mais não seja pelo nome. Referência ainda para Gabriel Aquini, o ponta-de-lança de serviço que teve boas arrancadas e que esteve presente em muitos dos lances de ataque da sua equipa, no entanto esteve também bastante em contacto com o sintéctico de Gaia, por vezes derrubado mas muitas vezes em quedas sem razão aparente. Se calhar os pitões não eram os ideais para o piso ou então foram ondas de calor que o derrubaram.

Aquini prestes a cair

As bancadas de Valadares estavam mais despidas que em anos passados, até foi bastante fácil arranjar onde estacionar o carro desta vez. Sendo uma equipa que comanda a tabela classificativa ficámos deveras desiludidos com a fraca presença de massa adepta Gaiense (tendo como comparação os anos anteriores que nos deslocamos a este recinto desportivo).

Devido a isto a nossa incursão no Bar local foi de apenas 3 minutos e 38 segundos, fomos servidos prontamente e desta vez até nos deixaram trazer a merenda para a bancada, em anos transactos demorava em média 8 minutos e 56 segundos a sermos atendidos e tinhamos de consumir as bebidas dentro das “instalações” do bar.

Segunda Parte

Na segunda parte a equipa do Valadares entrou determinada em inaugurar o marcador, com bastante pressão nos homens do Sport que por sua vez se viram obrigados a recuar mais no terreno.

Matos a defender mais uma grande penalidade

À passagem da hora de jogo o avançado Gabriel volta a cair no chão e é assinalada grande penalidade. Não pomos em causa a falta (apesar do interveniente).  O número 8 (Jony) bate a grande penalidade mas Matos (novamente) a negar o golo ao adversário. Na resposta Bruno Teixeira remata de fora da área e leva perigo à baliza adversária.

Poucos instantes volvidos e Jorge Gonçalves tem uma bela arrancada no lado direito e cruza para a esquerda do ataque onde Joãozinho encosta a bola para o poste da baliza de Matos.

Pedro Ferreira promove a primeira substiuição tirando Vitinha e fazendo entrar Diogo. Aos 65′ Jorge Gonçalves entra dentro da área do Sport depois de driblar vários adversários mas a bola é defendida por Matos.  

Diogo, recém-entrado

Aos 67′ o já referido Arlindo Gomes recebe ordem de marcha por parte do Juiz da partida. Não satisfeito ainda se pegou com um dos fiscais de linha e gesticulou efusivamente para os 2 Juizes visados. No ponto em que estamos não conseguimos deslindar o motivo da expulsão nem as palavras trocadas entre os intervenientes, mas após minuciosa análise aos gestos efectuados ficamos com ideia que houve um convite aos dois Juizes para irem jantar lá a casa do mister no final do jogo, ou pelo menos comer uma sandes de presunto à saída do balneário.

A verdade é que foi a partir da guia de marcha do mister Arlindo que o Valadares marcou 2 golos. Aos 70′ Jorge Gonçalves cruza na direita e desta vez o 27 (Joãozinho) consegue mesmo introduzir a bola na baliza de Matos.

Boni, o Ponta-de-lança
Boni, o Ponta-de-lança

Aos 78′ Pedro Ferreira tira Macieira e faz entrar Boni para a frente de ataque. O Sport passa a jogar com 3 defesas e Boni ocupa a posição de ponta-de-lança. Um minuto depois é marcada grande penalidade para o Sport após mão na bola dentro da área Gaiense e Magalhães chamado a converter não deu hipóteses ao guardião adversário. No entanto passado apenas um minuto Fabinho atira a bola para dentro da baliza do Sport e um balde de água fria para a bancada Riotintense. Apesar do calor que se fazia sentir, este balde de água fria não soube nada bem.

Magalhães marcou o único golo do Sport através de grande penalidade

Até ao final do jogo o Valadares efectuou substituições por 2 ocasiões (85 e 92′) e já em cima do final do encontro Bruno Teixeira tenta um pontapé de moinho já no coração da área mas a bola é cortada in extremis e o jogador que  fez o corte foi o feliz contemplado com um pontapé (involuntário) que, caso tivesse sido na bola, levaria certamente selo de golo.

Galeria

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Destaques e Táctica de Bancada

Como deu para perceber a equipa do Valadares é um forte candidato à subida de divisão, com Jorge Gonçalves como grande figura da partida (e da equipa imaginamos nós) e estando rodeado de companheiros de grande qualidade também não é de admirar que sejam lideres da divisão com o segundo melhor ataque da prova (o melhor é o do Boavista B). Se calhar se o Jorge mudar o nome para Jorginho poderiam ser o melhor ataque da época e admitam lá, era épico ter uma colecção de “inhos” todos eles bons jogadores e bastante ofensivos.

O SC Rio Tinto fez esta tarde uma das melhores exibições dos últimos tempos (apesar do resultado).

Na equipa do Sport, o grande destaque vai para Matos, mais uma grande penalidade defendida, meia dúzia de defesas fulcrais, algumas a negar o golo ao adversário. Jorge, Andrézinho (afinal também temos um “inho” na nossa equipa e também se está a destacar, acho que estamos aqui a descobrir um padrão) e Careca foram incansáveis dentro de campo. Jorge no timbre a que felizmente já nos habituou, André a imitar a excelente partida que nos proporcionou há 8 dias em Rio Tinto e Careca de volta à acção sempre no seu ritmo de máquina betoneira que rouba a bola a toda a gente e se não dá para roubar a bola faz aquela falta cirúrgica no momento exacto.  Simão esteve como sempre a dar 110% mas desta feita a inspiração nem sempre o acompanhou. 

Ficámos agradados com a prestação da nossa equipa no geral, frente a um tão forte candidato à subida, nas condições em que o jogo se disputou (já mencionamos que estava calor e abafado?), a nossa equipa bateu-se com honra e demonstrou muita vontade. Principalmente dá ideia que o modelo de jogo sofreu algumas alterações e, pelo menos hoje, tentou-se jogar maioritariamente com a bola controlada e no chão. Faltarão alinhar muitas arestas certamente mas no geral ficamos com boa imagem desta “nova” equipa.

Resultados da Jornada

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Próxima Partida

Com esta derrota o Sport ocupa a última posição da tabela e é a única equipa ainda sem vitórias. 

Apesar da nossa equipa ocupar actualmente a última posição da tabela com apenas 2 empates e 4 derrotas, a prestação de hoje deixou-nos com bastante confiança para o restante da temporada.

Aliás, tendo em conta o clima de hoje, céu encoberto, calor abrasador, dizem os entendidos com fracturas nos ossos que o tempo vai mudar e isto é prenúncio de “trebojada“, e nós achamos que a mudança climatérica dentro do escalão Senior se iniciou hoje em Vila Nova de Gaia.

Na próxima jornada recebemos o FC Maia Lidador que, tal como o Sport, na época passada foi à fase final e nesta época ocupa a segunda metade da tabela. Segundo as estatísticas, a nossa equipa ganhou 4 dos 5 jogos que disputou diante o Maia (a derrota foi na Taça Brali em 2016), sendo as 4 vitórias em jogos no campeonato.

 

 

Esta crónica/sátira é exclusivamente da autoria do Sérgio que não percebe nada de bola, vê mal ao longe, escreve como aprendeu na escola (sem AO) e não aceita (nem faz) crónicas/sátiras por encomenda.