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Jogo Extra – Pedro Cardoso

Bilhete de Identidade:
Nome: Pedro
Idade:  17 anos
Naturalidade:  Fânzeres
Nacionalidade: Portuguesa
Altura:  1.74m
Peso:  65kg
Posição:  Defesa Central
Número:  4
Percurso: SC Rio Tinto (Desde 2010)

Quem é o Pedro jogador? Como te defines?
Sou um jogador que gosta de ter a bola no pé, de jogar simples e que acima de tudo gosta de ajudar sempre os colegas.

E fora do campo, o que é que gostas de fazer?
Sou um rapaz normal, gosto de estar na internet, ouvir música e gosto de praticar desporto.
A equipa de sub-17 ocupa neste momento a 13ª posição na tabela classificativa, estando na luta pela manutenção. Na tua opinião, como avalias o desempenho da equipa até ao momento?Até ao momento a equipa tem feito bons jogos, temos pecado na finalização, mas estamos a fazer um bom trabalho. Houve jogos em que cometemos alguns erros que nos custaram pontos. Temos que trabalhar ainda mais para sair desta posição e assegurarmos a manutenção. Acho que conseguiremos esse objetivo.

Como capitão de equipa, e estando num momento importante da época, que mensagem deixas aos teus colegas?
A mensagem que lhes deixo é que não podemos desistir, porque acredito que vamos conseguir o objetivo.

No balneário, tens alguma alcunha?
Os meus colegas tratam-me por Cardoso, mas no início chamavam-me orelhas (risos). Já meti respeito e agora é só Cardoso (risos).

Fala-se muito da importância da formação nos clubes Portugueses, sentes que o SC Rio Tinto te dá condições para fazeres uma boa formação?
O clube dá-me todas as condições para eu evoluir e fazer um bom trabalho. Temos boas condições e as pessoas do clube estão sempre a apoiar-nos, seja nos momentos positivos ou nos momentos menos bons.

Cristiano Ronaldo ou Messi?
Cristiano Ronaldo.
PES ou Fifa?
Fifa.
Verão ou Inverno?
Verão.
TV ou internet?
Internet.
Golo ou assistência?
Golo.

Estás no clube desde 2010/2011, tens notado alguma evolução?
Desde que estou cá, na formação, o clube está cada ano melhor. Luta sempre pelos objetivos em cada escalão, tentando que as equipas cheguem à 1ª divisão. Independentemente ou não de o conseguirem, está a ser feito um bom trabalho, é essa a minha opinião.

Com 17 anos já integras os treinos dos seniores. Como tem corrido esta experiência?
Tem corrido muito bem! O ritmo é muito diferente, mas os meus colegas receberam-me bem, são muito simpáticos e engraçados. Ainda estou há espera que me preguem alguma partida, mas estou preparado (risos). Se for preciso também faço (risos).

Acompanhas os jogos dos seniores? Identificas-te com algum jogador?
Antigamente acompanhava mais, agora nem tanto. Sim, identifico-me com o Jorge Pereira, joga na mesma posição que eu e em alguns aspetos sou parecido com ele.

Recentemente, foste chamado à seleção de sub-17 da AF Porto, o que significa para ti esta convocatória?
Quando recebi a notícia senti-me muito feliz. Porque trabalho para cada dia ser melhor, tanto nos treinos como nos jogos, senti também que o meu trabalho está a ser recompensado, agora tenho de continuar. É sinal também que as pessoas acompanham o clube.

O que esperas para o teu futuro? Quais os teus objetivos?
Gostava de ser jogador profissional de futebol e jogar na 1ª liga. Os meus objetivos são ir sempre evoluindo e trabalhar para que os meus sonhos sejam concretizados.

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E a nível escolar?
Se o futebol não der, quero seguir alguma coisa relacionada com o desporto. Mudei agora de curso, infelizmente não tive vaga, mas no início do próximo ano escolar vou para Gestão Desportiva, acho que é o mais indicado para mim.

Qual ou quais os melhores momentos que guardas no teu percurso de formação até agora?
O melhor momento que guardo foi no 1º ano que vim para o SC Rio Tinto, estávamos na 1ª divisão, jogava pouco mas evoluí muito! No 1º jogo que fiz, comecei no banco, contra o CF Oliveira do Douro, o meu pai disse que se marcasse um golo me dava 10€, entrei e marquei, e ele teve de me dar (risos). Esse também foi um bom momento, pois no meu 1º jogo marquei logo um golo.

Qual o melhor jogador com quem jogaste? Jogador favorito a nível mundial na tua posição?
Até agora, foi o Dani, que joga nos juniores. Um jogador com muita técnica e raça, se ele quiser pode ter futuro. Aprecio muito o Mats Humells, do Borussia Dortmund.

Jogo Extra – João Nogueira

Entrevistamos na passada quinta-feira (2015-02-26) o escritor e nosso associado João Nogueira, que lançou, no passado dia 24 de Janeiro de 2015, o seu primeiro livro “Pés bem assentes na lua” cuja leitura recomendámos vivamente, e que nos deixou o seguinte registo, que aqui partilhamos convosco:

Bilhete de Identidade:
Nome: Ricardo João Torres Nogueira
Associado nº: 201
Data Filiação: 02-10-1987
Naturalidade: Rio Tinto
Nacionalidade: Portuguesa

 

Fez, no passado mês de Outubro de 2014, 27 anos de filiação como associado do Clube, olhando para trás perguntamos: Tem valido a pena?
Tem valido a pena e vale sempre a pena, porque o SC Rio Tinto é um clube que se confunde com a cidade e é um clube que também está ligado a várias gerações da minha família, como praticantes mas sobretudo como adeptos, obviamente alguns mais fervorosos que outros mas há uma linha de continuidade em toda a minha família para com o clube. Em miúdo, houve uma altura da minha vida que era muito regular as presenças no campo. Depois, com as vicissitudes da vida, a presença física é menor mas o acompanhamento é no mínimo ver a crónica no jornal à 2ªfeira, no mínimo é isso. É o meu clube, o clube da minha terra. Nós habituamo-nos sempre a gostar do sítio onde por casualidade nascemos e eu tenho uma ligação muito forte com Rio Tinto, tanto com a cidade como com o clube. Tem valido muito a pena esta ligação.
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Da visita que fez ao Clube, notou alguma(s) diferença(s), relativamente “ao seu tempo”?
Notei bastantes diferenças, o que me agradou bastante, sobretudo na estrutura física e humana mas principalmente na humana porque deu-me a sensação que há muitas pessoas envolvidas com gosto, com vontade mas sobretudo com competência, foi essa a ideia com que fiquei. Gostei muito da visita, aliás, comentei com o meu Pai isso. Fiquei muito agradado, principalmente com a simpatia das pessoas e pelo simples facto de, num momento muito importante para mim,  as pessoas estavam lá, não esqueço isso e palavra de honra que foi muito gratificante. Fiquei muito feliz de ver que o clube está em boas mãos.

“Quando Rio Tinto era o Maracanã. Ou quando éramos felizes sem dar por isso.” Foi, enquanto adolescente, nosso atleta. De que forma essa passagem pelos nossos escalões de formação, influenciou a sua personalidade?
A adolescência, tal como a infância acompanha-nos até ao resto da vida, é um período que nos marca, de forma negativa ou positiva, mas temos que levar com isso para o resto da vida. A passagem pelo SC Rio Tinto em particular, marcou-me sobretudo como pessoa, porque aprendi a descentrar-me um bocadinho de mim, a valorizar o coletivo e quando valorizamos o coletivo acho que conseguimos sair um bocadinho de nós e percebemos que não somos o centro de tudo. Marcou-me de diversas formas, as relações humanas que fiz e sobretudo o gosto de jogar futebol pelo SC Rio Tinto, o meu clube, e jogar com o símbolo do clube que tu gostas ao peito é diferente.

 …somos a soma de todos os que gostamos. E de todos os que gostam de nós… Tivemos a oportunidade de constatar, na preparação desta entrevista, a forma muito amistosa com que foi recebido na Ferraria, pelo nosso Presidente da Direção, Jorge Pina e por um dos nossos Diretores da formação, Luis Mesquita. Esta “visita ao passado” foi importante para si?
Foi, porque eu discordo daquela máxima que “nunca deves voltar ao lugar onde foste feliz”, discordo mesmo. E isso foi a prova disso, foi extremamente agradável, foi revisitar o passado, rever caras que acompanham a minha vida e a relação com o SC Rio Tinto, caras que me lembrava há 10/15 anos, mas é sempre bom voltar a casa, foi muito agradável.
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A atual Direção do Clube, tem feito um esforço no sentido de tornar o Clube atrativo do ponto de vista do Associado. Tem notado este esforço?
Eu que não estou por dentro, estou por fora, mas sempre atento, noto a vários níveis esse esforço, o brio com que as coisas são feitas, um exemplo disso é o gosto que me falaram da remodelação do autocarro. Mas tenho notado, mesmo a nível das redes sociais, o SC Rio Tinto tem conseguido acompanhar o tempo, sobretudo agora. Na minha opinião está a saber potenciar-se da melhor forma, mas sobretudo no nível humano, quero pôr aqui a tónica nas pessoas, porque dá-me a ideia que são pessoas competentes e prescindir de uma parte do dia para estar aqui em detrimento de estar com a família, só de si já é de louvar. Nota-se claramente que o SC Rio Tinto está a atravessar uma fase de crescimento, a nível futebolístico e de imagem, está a saber modernizar-se.

Sendo a cidade/freguesia de Rio Tinto, uma das mais densamente povoadas do país, acha que o S.C.Rio Tinto tem “margem de manobra” para crescer?
Eu julgo que sim, sem dúvida nenhum. Rio Tinto é das freguesias com maior densidade populacional e acho que o SC Rio Tinto merece um lugar bastante superior aquele onde está, tem muita massa adepta, mas o problema é que o Rio Tinto de hoje é muito diferente do antigamente. Antigamente era um SC Rio Tinto mais bairrista, porque as pessoas eram de cá, conheciam-se todas, provavelmente acompanhavam mais o clube também, hoje, quer queiramos quer não, Rio Tinto acaba por ser uma cidade dormitório, mas o bom de Rio Tinto na minha opinião continuam a ser as pessoas, são as pessoas que conseguem contar a história de Rio Tinto, e essas pessoas geralmente hoje estão mais velhas, o tecido humano mais recente não tem uma ligação tão forte com o clube, mas em termos de densidade populacional claramente que o SC Rio Tinto merecia estar nos nacionais e lutar por mais. Não sei se é importante referir isto, mas hoje as pessoas estão mais ligadas aos clubes da 1ª liga, e isso acaba por deixar pouco espaço para clubes como o SC Rio Tinto. A relação de muitas pessoas da geração abaixo da minha com o clube não é tão vincada como era antigamente, antigamente havia torneios de verão e as pessoas encontravam-se todas no campo e hoje isso não acontece, tudo bem, são sinais do tempo, mas para mim que cresci aqui, que nasci aqui, tenho saudades desse tempo, de andar de carro e cumprimentar toda a gente e isso hoje não acontece.
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O que considera que pode ser feito para trazer mais associados para o Clube?
Na minha opinião, infelizmente penso que é os resultados desportivos que acabam por trazer as pessoas, mas o SC Rio Tinto quando precisa das pessoas, as pessoas acabam por dar uma resposta. Acho que os resultados têm que continuar a ser positivos, a ser bons e têm que continuar com as iniciativas que têm feito. Parece um pormenor, mas um Facebook com 3000 seguidores, as pessoas vão percebendo que há vida no clube, que o clube tem o coração a bater e isso acaba por ser importante. Mas eu infelizmente, acho que tem de ser o clube, hoje em dia a chamar as pessoas e os resultados ajudam. O clube hoje está vivo, e houve fases na vida do clube que foram menos boas.

Temos nesta data 250 atletas no activo. Considera que o Clube dá as melhores condições de trabalho a todos estes atletas?
Não vos posso dar uma resposta muito sustentada, mas pelo o que eu vejo o clube tem umas condições extraordinárias, no meu tempo, já estou a dizer no meu tempo (risos), as condições eram as mínimas, hoje vemos os miúdos bem equipados, as condições são diferentes. Pelo o que eu consigo constatar as condições estão muito melhores.
Acho também que o SC Rio Tinto deveria ter uma ajuda proporcional àquilo que representa.

Considera que o S.C.Rio Tinto, tem condições para disputar/suportar uma equipa sénior numa divisão Nacional?
Eu gostava muito que sim, agora, para isso têm de estar reunidas uma série de condições, a nível de apoios, do crescimento dos associados, os sócios têm que voltar ao SC Rio Tinto. Julgo que uma equipa sénior numa divisão nacional tem outros custos que agora não tem, e julgo que sejam substancialmente maiores. É um clube com história, e os clubes com história merecem andar noutros sítios. Há muitos clubes com muito menos apoio que chegaram a disputar primeiras divisões nacionais e temos de pensar que se esses clubes são capazes, o SC Rio Tinto também o será. Para isso, como disse em cima, terá que reunir e canalizar para si vários apoios, tem que continuar a ser atrativo para que as pessoas invistam, e depois é tudo uma bola de neve, pois as pessoas vêm também, julgo que seja assim.
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O que é, para si, ser adepto do S.C.Rio Tinto?
Eu vou ter que responder com um cliché, porque ser adepto de um clube é uma carga de paixão muito grande, um amor irracional. Mas para mim ser adepto do SC Rio Tinto são caras, é uma resposta estranha, mas se eu fechar os olhos para vos dar a resposta, eu vejo caras de há 20 e 30 anos atrás, lembro-me deles religiosamente ao domingo na ferraria, cada um nos seus diversos setores do estádio a acompanhar o clube com paixão, com dedicação. Para mim ser adepto do SC Rio Tinto é fechar os olhos e ver a ferraria cheia e lembrar-me de pessoas que viviam o clube e que transmitiam a mística do clube. As pessoas que, no fundo, nos deixaram a herança.
Antigamente, e vou voltar ao saudosismo, as pessoas gostavam mesmo do SC Rio Tinto, infelizmente hoje as pessoas têm uma relação com o clube muito diferente. Um jogo, antigamente, durava 1 semana, toda a gente sabia o 11 que ia jogar, havia uma maior proximidade. Hoje a sociedade mudou, tens outros tipos de chamariz, tens outro tipo de atrações, antigamente era quase estipulado que ao domingo era dia de futebol, de manhã eram os miúdos, de tarde os seniores e à noite era o Domingo Desportivo, as pessoas viviam muito mais o clube.
Vou-vos confidenciar uma coisa, e isto para mim significa qualquer coisa, sou sócio do SC Rio Tinto, e tenho algum orgulho e vaidade em dizer isto, há 28 anos, o mérito é do meu pai, não é meu (risos). Tinha 8 anos e antigamente a bancada dos sócios era só para sócios, num dia ia a entrar e o senhor barrou-me a entrada e disse que era só para sócios, eu disse que era sócio, ele duvidou,  fui ao meu pai que estava no outro lado do campo, pedi-lhe o cartão e entrei, fiquei com o peito feito (risos). Aliás, o meu pai, sendo portista, disse-me que eu ia ser primeiro sócio do SC Rio Tinto, e isto é verdade, não é para ficar bonito na fotografia, sou sócio do SC Rio Tinto desde 1987 e sou sócio do FC Porto desde 1988, são pormenores que mostram o sentimento que as pessoas têm pelo clube e pela terra, porque eu acho que o SC Rio Tinto e a cidade de Rio Tinto são indissociáveis, porque os adeptos fervorosos do SC Rio Tinto são daqui, são as pessoas que o sentem e felizmente ainda temos pessoas assim.

Por último, pedimos que vista por uns minutos o “fato de um vendedor” da marca “Sport Clube de Rio Tinto”. O que faria/diria para convencer um qualquer seguidor do Clube a tornar-se associado de pleno direito.
Eu acho que ninguém convence ninguém a gostar de uma coisa tão abstrata como um clube de futebol, mas se alguém já tem um sentimento por esse clube, podemos criar condições para que tenha uma relação com o clube mais comprometida, e nesse sentido como é que lhe venderia a ideia? Na verdade, sou um péssimo vendedor (risos), mas é um clube com pessoas competentes, pessoas com vontade em colocar o SC Rio Tinto num lugar onde merece estar, que é um lugar mais acima. O SC Rio Tinto hoje passa a imagem de um clube jovem, que respira, que acompanhou as tecnologias, que comunica com os adeptos, não ficou estagnado, que tem uma base de dados impecável, é atualizado nas redes sociais ao minuto, o Record online, por exemplo, é mais lento a dar os resultados do que o SC Rio Tinto, tenho essa ideia (risos). O SC Rio Tinto faz parte da minha história, e eu faço uma ínfima parte da história do clube. Foram 1000 treinos para aí, 5000 vezes que me atirei para o chão, conheci pessoas fantásticas que são viajantes da nossa viagem. A alegria de defender um penalty, com a ferraria cheia, é difícil de explicar. Mas são coisas que as pessoas não se lembram, mas para quem passa por elas é uma sensação muito boa, era uma alegria tremenda, era melhor do que tirar um excelente num teste.

 

Ao nosso associado, João Nogueira, deixamos aqui o nosso mais profundo agradecimento por nos ter concedido esta fantástica entrevista.

“…Somos sempre um pouco do outro de quem gostamos. Ou muito. Deixamos sempre de ser um bocadinho de quem somos quando ficamos sem uma parte do que somos. Só se foge ao pelotão de fantasmas nos primeiros metros. Depois eles apanham-nos. Sempre!”

 Há gente que fica na alma da gente!

Jogo Extra – Ivo

Esta semana, o nosso convidado é o guardião da baliza do plantel senior, Ivo Coimbra.

Bilhete de Identidade
Nome: Ivo Coimbra
Idade: 29 anos
Naturalidade: Fânzeres
Nacionalidade: Portuguesa
Altura: 1.85m
Peso:
79kg
Posição: Guarda-redes
Número: 1
Percurso: Estrelas FC Fânzeres (98/00 e 01/02)
AD São Pedro da Cova (02/05 e 09/10)
UD Sousense (05/09)
SC Coimbrões (10/14)
SC Rio Tinto (01/02 e 14/15) 

Quem é o Ivo dentro dos postes? Como é que te defines?
Sou um guarda-redes agressivo, muito confiante na saída dos postes, arrisco sempre, por vezes até demasiado, mas arrisco e dou sempre o máximo.

E fora de campo, interesses?
Gosto de ir ao cinema, de passear e de estar em casa, o normal.

Como é que defines a posição de guarda-redes?
Primeiro é ingrato, porque só joga um, mas na minha opinião, uma equipa deve ser construída de trás para a frente e não da frente para trás, como a maior parte das equipas faz. Um guarda-redes tem de dar confiança à equipa, que hoje em dia jogue bem com os pés, e é uma posição que nem todos servem. Acrescento ainda que é a posição mais ingrata no futebol, pois posso defender as bolas todas em 89 minutos e no último minuto cometer um erro e já sou o pior.

Qual o melhor momento que guardas no teu percurso até hoje?
Tenho 2. Um foi o golo que marquei de baliza a baliza contra a AD Nogueirense e o outro foi quando estava no SC Coimbrões, numa eliminatória da Taça de Portugal contra o CD Aves, se ganhássemos jogaríamos contra o SL Benfica, infelizmente perdemos mas guardo isso como um bom momento.

Tens alguma história, boa ou má, que te marcou até ao momento?
No aspeto positivo, tem a subida de divisão pelo UD Sousense, no lado negativo uma lesão que sofri quando estava no SC Coimbrões que me deixou fora da competição durante alguns meses.

Na época 2011-2012, quando estavas no SC Coimbrões, foste o guarda-redes menos batido. O que significou esse prémio para ti?
Foi um prémio muito importante para mim. Sabia desse prémio desde que ingressei no SC Coimbrões, pois em Gaia fazem a atribuição de vários prémios, a partir daí tinha como objetivo ganhá-lo e felizmente consegui. Uma gala muito bonita, com gente do futebol e também é importante seres reconhecido pelo teu trabalho.

Recebeste algum convite para jogar numa equipa profissional?
Sim, recebi uma proposta do CD Feirense. Infelizmente não se concretizou porque a proposta surgiu em dezembro e o contrato era só de meio ano, tinha o meu trabalho e preferi não arriscar.

Normalmente, só se fala nos guarda-redes a nível defensivo, mas hoje em dia, também são muito importantes a nível ofensivo. O que pensas disto?
Na minha opinião, uma boa jogada pode começar pelo bom reposicionamento da bola de um guarda-redes, para saídas rápidas, entre outros. Hoje em dia, cada vez mais o futebol precisa que um guarda-redes saiba jogar com os pés, porque um guarda-redes também pode ser importante no aspeto ofensivo de uma equipa.

 

Cristiano Ronaldo ou Messi?
Cristiano Ronaldo.
PES ou Fifa?
PES.
Verão ou Inverno?
Verão.
TV ou internet?
TV.
Água ou vinho?
Água.

 

Chegaste ao SC Rio Tinto nesta época, vindo do SC Coimbrões, o que te motivou a assinar pelo nosso clube?
Estava numa fase que queria jogar num clube perto de casa, já tinha jogado cá, na formação, o Machado e o Presidente falaram comigo, insistiram e vim para cá. Estou satisfeitíssimo, foi a melhor opção que poderia ter tomado!

Denotas alguma diferença no clube, desde que estiveste cá na formação? O clube dá-te condições para desempenhares bem o teu trabalho?
Muitas! Hoje, o clube aposta na formação, antigamente nem tanto. A nível sénior as condições são muito boas, não nos falta nada. O SC Rio Tinto evoluiu muito.

Como é que avalias o desempenho da equipa até ao momento? E o teu?
Sinceramente, está-me a exceder as espectativas.
Quando cheguei cá o objetivo era conseguirmos a manutenção, fazermos um campeonato tranquilo. Hoje, olhamos para a tabela e estamos em 2º lugar, faltam 14 jogos, vamos ver o que isto vai dar.

Tem sido bom, mas podia ser ainda melhor, infelizmente já tive uns momentos menos bons, por exemplo, aqui em casa contra o Rebordosa AC, mas que não se vão tornar a repetir

 

E o balneário, como o defines? Alguma alcunha?
Gente muito boa! É a 1ª vez desde que jogo futebol que no balneário consigo gostar de toda a gente, pessoas muito boas. Pela 1ª vez consigo falar com todos os meus companheiros, porque no futebol há aqueles que tu jogas e que só os cumprimentas e aqui isso não acontece, damo-nos todos muito bem, como o Duarte disse, começamos a ganhar jogos no balneário.

Nunca tive nenhuma alcunha, sempre me trataram por Ivo.

Que diferenças encontras no nível competitivo entre o CNS e a Divisão de Elite? Até agora, daquilo que tens visto, qual ou quais as equipas que mais te impressionaram?

A nível competitivo as divisões são equilibradas, no CNS existe mais qualidade na posse de bola, na Divisão de Elite é um futebol mais objetivo, mais bola para a área. A nível de qualidade de jogadores, há gente que joga na Divisão de Elite que devia de jogar no CNS e vice-versa.
Na minha opinião, a equipa que joga melhor futebol é o Valadares Gaia FC, felizmente aqui ganhamos (risos), mas também gostei do Rebordosa AC, surpreendeu-me. Mas por exemplo, não gostei muito do AR São Martinho, no entanto vão em 1º lugar.

E na formação, o SC Rio Tinto está a fazer um bom trabalho?
No passado sábado fui ver o jogo dos Benjamins contra o UD Sousense, ganharam por 3-2 e gostei do que vi. Pelo que ouço, temos pessoas que gostam muito do clube na formação e que fazem tudo para que tudo corra pelo melhor. A única coisa que falta ao clube para dar o próximo passo é um sintético, para cativar os miúdos e para não fugirem para outros clubes.

Fazes 30 anos em maio, ainda sonhas com alguma coisa no futebol?
Não. Agora só penso em ajudar o SC Rio Tinto a subir de divisão (risos). Pratico futebol pelo gosto que tenho pelo modalidade., a fase de sonhar já passou.

Qual o melhor jogador com quem jogaste? Jogador favorito a nível mundial?
Carlos Sousa, que agora está no Valadares Gaia FC. Grande qualidade, humilde e que trabalha muito, sendo também uma ótima pessoa.

Ora bem, na minha posição é o Gianluigi Buffon, um dos melhores guarda-redes de todos os todos. Como sou Português, não posso deixar de dizer o Cristiano Ronaldo.

Para ti, qual é o melhor guarda-redes do mundo neste momento?
Manuel Neuer, tem muito bom jogo de pés, nisso identifico-me com ele.

Por último, pedimos-te que deixes uma mensagem a todos os Riotintenses.
Peço a todos que acreditem nesta equipa, porque sei que no fim iremos fazer mais do que aquilo que as pessoas estavam à espera!  

 

Ao nosso guarda-redes agradecemos esta entrevista, desejando-lhe um final de época de sucesso, quer desportivo, quer pessoal.

 Força Sport Clube de Rio Tinto!

 

Dados Estatísticos – 2014/2015

Competição Adversário Res. Minutos Golos
Elite AF Porto  Gens (f) 2-2 90  -2
Elite AF Porto  Padroense (c)  4-0 90
Elite AF Porto  Aliança Gandra (f)  1-1 90  -1
Elite AF Porto Perafita (c) 1-0 90
Elite AF Porto Candal (c) 2-1 90  -1
Elite AF Porto Vila Meã (f) 2-0 90
Elite AF Porto Paredes (c) 2-1 90  -1
Elite AF Porto Aliados Lordelo (f) 1-0 90
 Elite AF Porto Valadares (c) 2-0 90
 Elite AF Porto  Leça (f) 1-0 90
Elite AF Porto Grijó (c) 2-1 90  -1
 Elite AF Porto  Oliveira do Douro (f) 0-0 90
 Elite AF Porto  Lixa (c) 2-0 90
 Elite AF Porto  Varzim B (f) 0-2 90  -2
 Elite AF Porto  São Pedro da Cova (c) 1-3 90  -3
 Elite AF Porto  Valonguense (f) 1-0 90
 Elite AF Porto  Rebordosa (c) 1-2 70  -2
 Elite AF Porto  Gens (c) 1-0 90
 Elite AF Porto  Padroense (f) 1-2 90  -2
 Elite AF Porto  Aliança de Gandra (c) 0-2 90  -2
 Elite AF Porto  Perafita (f) 3-1 90  -1
 Elite AF Porto  Candal (f) 1-4 90  -4
Total 22 jogos 1960 22

 

Jogo Extra – Duarte

Esta semana, o nosso convidado é o capitão do plantel senior, André Duarte.

Bilhete de Identidade:
Nome: Andé Duarte
Idade: 27 anos
Naturalidade: Paranhos
Nacionalidade: Portuguesa
Posição: Lateral Direiro
Número: 02
Percurso: Formação: Ermesinde SC, SC Rio Tinto, Rio Ave FC; Seniores; Padroense FC, CD Candal, FC Pedras Rubras e SC Rio Tinto

Quem é o Duarte jogador? Como te defines?
Sou um jogador humilde, rápido, sou um lateral ofensivo e que sobretudo dá tudo pela equipa.

E fora do campo, interesses?
Sou uma pessoa normal, humilde. Gosto de passear, ver futebol e de estar com a família.

É a tua 9ª época com a camisola do Sport, 5 no escalão sénior e 4 na formação. Que evolução sentes no clube? O clube dá condições aos atletas?
Nos últimos 5 anos nota-se a transição que o clube está a ter. As maiores diferenças é que a estrutura está mais próxima dos atletas, estão a apostar na formação, o que é importante, pois é o futuro do clube.
Sim, neste momento o clube dá todas as condições para os atletas fazerem o seu trabalho.

E na formação, o SC Rio Tinto está a fazer um bom trabalho?
Sim, penso que sim. Tanto é, que neste momento temos muitos jogadores que vieram da formação do clube, e quanto mais aproveitamento tivermos melhor.

  

Cristiano Ronaldo ou Messi?
Cristiano Ronaldo.PES ou Fifa?
PES.

Verão ou Inverno?
Verão.

Golo ou assistência?
Assistência.

TV ou internet?
TV.

 

Que momentos mais destacas no teu percurso como jogador?
Tive bastantes, mas saliento as duas subidas de divisão que tive e a disputa da 5ª eliminatória da Taça de Portugal.

És o capitão de equipa, que mensagem passas aos teus colegas quando chegam ao clube?
Desde logo, tento colocar os meus colegas à vontade e recebê-los da melhor maneira, mas desde que estou cá isso já faz parte da mística deste clube. Mas o mais importante é eles darem tudo pelo clube e suarem a camisola.

E dentro do balneário, como é que és?
Sou dos mais palhacitos (risos), mas isso faz parte, não há balneário sem palhaçada e isso também ganha muitos jogos.

Durante a tua formação, representaste o Rio Ave FC. Como defines esses 3 anos?
Foi o melhor clube em que joguei, também joguei nos seniores, o que foi importantíssimo para o meu crescimento. Aprendi muito e evoluí bastante nos 3 anos que lá estive.

Representaste o Padroense FC, CD Candal e FC Pedras Rubras. Como descreves a passagem por estes clubes?
No Padroense FC estive lá 3 anos e conseguimos 2 subidas de divisão, foi o clube que em termos pessoais e coletivos mais objetivos atingi. No CD Candal foi uma época menos boa, pois fui operado e assim sendo não tenho muito que falar. No FC Pedras Rubras estive pouco tempo, pois depois vim para aqui e não guardo muitas recordações da passagem por lá.

Quais foram os objetivos definidos para a época atual? Qual o balanço que fazes da época até este momento?
Os objetivos traçados foi fazer o melhor possível e lutar sempre pela vitória. Se nos perguntassem se nós iriamos estar neste lugar nós não nos acreditamos, mas o que é certo é que acabou agora a 1ª volta e não vi nenhuma equipa melhor que a nossa. Não temos nenhum objetivo delineado, mas jogamos sempre para ganhar, e claro que é bom estar na posição que estamos.
Tirando esta fase menos boa que estamos a passar, estamos a fazer um excelente campeonato, até agora uma época extremamente positiva.

 

Qual o melhor jogador com quem jogaste? Jogador favorito a nível mundial?
O maior exemplo que tenho é o Serginho, que jogou comigo no Padroense FC, um grande homem e um grande jogador, que acabou a carreira aos 45 anos na 2ª B.

O meu jogador preferido é o Cristiano Ronaldo. O jogador que mais me identifico na minha posição, é o Azpilicueta, que até tem jogado na esquerda, como eu já o fiz, também gosto muito do Dani Alves e também de um que anda meio desaparecido que é o Maicon.

Tens, ou tiveste, algum apelido dentro do balneário?
Já tive muitos, mas nenhum que pegasse, é tudo brincadeira.

Com 27 anos, ainda sonhas com alguma coisa no mundo do futebol?
Não. Neste momento foco-me no SC Rio Tinto e de certeza absoluta que é aqui que vou acabar. Tenho outras prioridades fora do futebol.

O único golo que marcaste com a camisola do SC Rio Tinto foi a 14 de Novembro de 2010, contra o Custóias. Não sendo essa a tua função, gostarias de fazer mais golos?
Claro, qualquer um gostava de fazer muitos golos (risos), mas a minha função é evitá-los, mas se puder fazer é ótimo.

 

Dados estatísticos – Época 2014/2015

Competição Adversário Res. Minutos Golos
Elite AF Porto  Padroense (c)  4-0 90
Elite AF Porto Aliança Gandra (f) 1-1 90
Elite AF Porto  Perafita (c) 1-0 90
Elite AF Porto Candal (c) 2-1 90
Elite AF Porto Vila Meã (f) 2-0 90
Elite AF Porto Paredes (c) 2-1 90
 Elite AF Porto Aliados Lordelo (f) 0-1 90
 Elite AF Porto  Lixa (c) 2-0 90
Elite AF Porto Varzim B (f) 0-2 80
 Elite AF Porto  São Pedro da Cova (c) 1-3 90
 Elite AF Porto  UD Valonguense (f) 1-0 15
Total 11 jogos 905 0

 

Jogo Extra – Manuel Acácio

Entrevistamos na passada segunda-feira (2015-01-12) o nosso associado Acácio Roque, que nos deixou o seguinte registo, e que aqui partilhamos convosco:

Bilhete de Identidade:
Nome: Manuel Acácio Martins Roque
Associado nº: 307
Data Filiação : 07-10-1996
Nacionalidade: Portuguesa

Fez, no passado mês de Outubro de 2014, 18 anos de filiação como associado do Clube, olhando para trás perguntamos: Tem valido a pena?
Sim, tem valido muito a pena. Tem valido a pena ser apaixonado por este grande Clube. Desde muito novo habituei-me a acompanhar o SCRT quer nos jogos na Ferraria, quer fora sempre que arranjava boleia. Mais tarde fiz um interregno na minha “militância” enquanto adepto. Por motivos profissionais estive ausente de Rio Tinto durante alguns anos. Quando regressei definitivamente a casa uma das primeiras coisas que fiz foi inscrever-me como sócio.

Já fez parte de várias Direções do Clube, conhece portanto, as dificuldades de quem tem a responsabilidade de gerir os destinos do nosso Clube. Tem gostado da forma como o Clube tem sido gerido nos últimos 3 anos?
Já participei em todos os órgãos estatutários do SCRT. Fui durante alguns mandatos, presidente-adjunto, vice-presidente e membro quer da mesa da assembleia geral, quer do Conselho fiscal. De facto o grau de exigência é elevado. Só com forte espirito de missão é que se pode vencer as múltiplas adversidades que se colocam diariamente. Ser dirigente do SCRT, para mim foi um motivo de muito orgulho. Sinto que recebi muito mais do que dei. Recebi experiência de vida, amizades, algumas para a vida e a emoção e o privilégio de poder servir o Clube do coração e dessa forma contribuir para o desenvolvimento da nossa Cidade.

Fiz parte de direções em que tudo era artesanal. Não existiam computadores no Clube, nem a tecnologia hoje existente. Daí que pense que todas as direções foram importantes para o crescimento Clube, cada uma á sua maneira e com as ferramentas possíveis. Queria realçar a direção do Presidente Nelson na perspetiva da reformulação da parte administrativa/contabilística, com o trabalho notável do tesoureiro da altura o Toni Silva. O Presidente Jorge Madureira teve a inteligência suficiente para se rodear de uma excelente equipa de dirigentes que executaram, sob a sua coordenação, um trabalho notável. Para mim foi a melhor direção dos últimos anos dando um grande salto qualitativo com a consolidação das contas do Clube e simultaneamente criando as estruturas exemplares que por certo marcarão pela positiva os tempos futuros do nosso Clube. A atual direção do Presidente Jorge Pina foi eleita há muito pouco tempo, mas já dá para ver que vai fazer um grande mandato. Desde já, soube construir uma excelente equipa de futebol sénior. Tem um tipo de gestão com a qual me identifico. Ou seja, se queremos que os sócios e adeptos venham com mais regularidade ao nosso Estádio, só através de uma equipa de futebol sénior forte e ganhadora. Só desta forma assumindo riscos de forma a que o investimento possa ser reprodutivo. Por outro lado não posso deixar de referir a jovem equipa dirigente encarregue da comunicação do Clube, com um trabalho notável, ao nível do que melhor se faz neste sector, pedindo meças a muitos departamentos de comunicação quer dos Clubes profissionais, quer ainda ao nível de grandes empresas.

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Acha que os associados, de uma forma geral, participam ativamente na vida do Clube?
Infelizmente os sócios ainda participam pouco na vida do Clube. Basta ver a presença diminuta nas reuniões da A.G, com exceção nas eleitorais e, só quando existe mais que uma lista.
Os sócios estão mais interessados nos jogos. Alguns, poucos, ainda têm o hábito de assobiarem a equipa quando ela precisa de apoio. A vontade que a equipa ganhe e frustração da possível derrota pode explicar tal comportamento que tende a desaparecer.

Sendo a cidade/freguesia de Rio Tinto, uma das mais densamente povoadas do país, acha que o SC Rio Tinto tem “margem de manobra” para crescer?
Sim, penso existir um grande potencial de crescimento. Não só por sermos de zona densamente habitada, mas também pelo grande historial do SCRT que foi passando dos mais velhos, de tal forma que em muitos dos nossos conterrâneos existe, ainda que no subconsciente, uma ligação emotiva, até de pertença a este Clube mesmo sem serem associados. Digo isto, porque assisti, alguns anos a uma jornada de amor Clubístico que nunca mais poderei esquecer. Estava o SCRT em risco de descer de divisão -dos Nacionais para os distritais- foi jogar a Santo Tirso, com o Tirsense. Era a última jornada e uma derrota sentenciava a descida de divisão. Quando a equipa subiu ao relvado foi a surpresa e o espanto totais. Nas bancadas do Tirsense estavam milhares de adeptos do SCRT, a puxar pela equipa. Este apoio massivo de adeptos foi espontâneo. Não existiu organização de autocarros. Este apoio traduziu-se numa vitória da nossa equipa por 3-2 e por consequência a manutenção na 3ª divisão nacional. Os milhares de Riotintenses (sócios e não sócios) sentiram que o Clube da sua terra, precisava deles e, não hesitaram em deslocarem-se para de forma apaixonada, apoiarem o Clube do seu coração.

O que considera que pode ser feito para trazer mais associados para o Clube?
Campanhas de sensibilização. Talvez distribuir (vender) bilhetes para os jogos em casa a preços baixos pelo comércio local, cafés, restaurantes, etc… de forma a que estes os distribuam gratuitamente pelos seus clientes. Poderá ser uma forma de encher o estádio e criar por esta via um hábito nestes potenciais sócios.

Foi tornado público, recentemente, que a freguesia de São Cosme (Gondomar SC) vai ter o 2º relvado sintético. Considera, esta decisão da Câmara Municipal de Gondomar, racional, tendo em conta que a cidade/freguesia de Rio Tinto não tem nenhum?
Não tinha conhecimento. A ser assim e, sem conhecer os argumentos, parece uma decisão pouco racional e equilibrada. No SCRT já estamos habituados a este tipo de desconsiderações. Em tempos passados e, apesar das vigorosas reivindicações, fomos sempre prejudicados pelo poder instituído. O que temos que fazer é reivindicar tratamento igualitário e proporcional. Tirando o apoio que deve existir para a formação, penso que temos é que tentar ser autossuficientes. Gerir de forma a que as receitas possam ser superiores ás despesas. Se assim for, somos senhores do nosso destino sem termos a necessidade lidar com injustiças e ter que ouvir bajulações em tempo de eleições.

Qual a sua opinião acerca do relacionamento institucional entre o SC Rio Tinto e as entidades públicas que gerem o concelho de Gondomar (Junta de Freguesia de Rio Tinto e Câmara Municipal de Gondomar)?
Não tenho dados que me permitam dar uma opinião avalizado. Contudo, penso, é desejável, que seja um relacionamento cordial, institucional e de ajuda mútua. Cada qual com as suas funções mas com o claro intuito que é o engrandecimento da nossa Terra.

Temos nesta data 250 atletas no ativo. Considera que o Clube dá as melhores condições de trabalho a todos estes atletas?
Penso que os diretores, e o staff das camadas jovens desenvolvem um trabalho exemplar. Muito difícil, mas empenhado. As condições são as que temos para já. É evidente que seria muito bom centralizar todos os atletas e demais secções no Estádio com a finalização dos campos de treino. Seria bom para todos e existiria um ganho de escala muito significativo.

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Considera que o SC Rio Tinto, tem condições para disputar/suportar uma equipa sénior numa divisão Nacional?
Claro que acho que tem condições para disputar um campeonato nacional. Penso e desejo. Já disputamos a 3ª divisão nacional, numa altura muito difícil em termos logísticos. Tivemos durante alguns anos uma equipa “profissional” a treinar diariamente e a jogar fora de nossa casa, no Estádio de Valbom.

O que é, para si, ser adepto do SC Rio Tinto?
É uma paixão. Orgulho e vaidade. Os meus amigos de fora de Rio Tinto, ficam espantados pela forma vibrante como eu falo sempre do melhor clube do mundo, O SC de Rio Tinto.

Por último, pedimos que vista por uns minutos o “fato de um vendedor” da marca “Sport Clube de Rio Tinto”. O que faria/diria para convencer um qualquer seguidor do Clube a tornar-se associado de pleno direito
Associação fiável, respeitadora de compromissos e com lideranças e equipas diretivas de grande gabarito.

Ao nosso associado, Acácio Roque, deixamos aqui o nosso agradecimento por nos ter concedido esta entrevista, desejando que mantenha a filiação ao Clube, e dentro das suas possibilidades, a sua preciosa colaboração com a Instituição.

Por nós, foi um prazer tê-lo cá, a “família” Riotintense está viva e recomenda-se.

Jogo Extra – Fernando Oliveira

Entrevistámos no passado sábado (2015-01-03) o responsável máximo pela formação de competição do Clube, sobejamente conhecido pela massa associativa do Sport Clube de Rio Tinto, de seu nome Fernando Oliveira, que está ligado profissionalmente à equipa sénior do FC Porto, e que nos deixou o seguinte registo:

 

Bilhete de Identidade:
Nome: Fernando Pereira Oliveira
Associado nº: 368
Data Nascimento: 17-08-1956
Naturalidade: Massarelos
Nacionalidade: Portuguesa

Quem é o Fernando Oliveira?
O Fernando Oliveira é um elemento que está no clube a coordenar a formação com uma boa equipa, numa função que me dá um grande gozo em trabalhar. Eu trabalho com os meus colegas de direção, cada um com os seus pelouros, mas uma grande equipa. Posso dizer mais, eu serei a pessoa que aqui dentro trabalha menos, pois os meus colegas de facto têm uma grande entrega ao Sport Clube de Rio Tinto.

Assumimos este papel neste ano, apesar de ter feito parte da anterior direção, na função de secretário da Assembleia Geral e tenho um grande gosto em estar cá. Como sabem, trabalho no FC Porto e tento trazer para cá o que aquele clube tem para o Sport Clube de Rio Tinto.

Eu adoro trabalhar com jovens, não parecendo e eu não gosto muito de falar sobre quem sou, já fui treinador dos infantis do Desportivo de Massarelos, já fui treinador de basquetebol e fui campeão nacional de Juvenis e Juniores no FC Porto.

Em suma, gosto muito de estar envolvido no processo de formação de pessoas e atletas.

 

Quando aceitou o convite para dirigir a formação do Clube fê-lo de forma imediata, ou, pelo contrário, teve que refletir?
Com esta pergunta já vou ser um bocado polémico! É assim, deu-me um enorme gosto vir para cá porque acho que o ano passado não foi assim tão bom como é o Sport Clube de Rio Tinto. Quem estava a conduzir determinadas situações não a fez da melhor forma. Quem se mete nisto tem de gostar e de ser sério no trabalho que efetua, senão não vale a pena estarmos aqui, pois para estarmos aqui tiramos horas às nossas famílias. Posto isto, aceitei o convite de forma imediata.

 

Variadíssimas pessoas, de vários quadrantes do Clube, têm feito uma referência positiva ao trabalho desta Direcção, de que faz parte. Considera que a actual equipa de dirigentes do Clube pode levar o Clube a atingir patamares mais altos?
Sim, podem! O que nós temos de criar é estruturas adequadas ao nosso clube, temos de ser capazes e estar com os pés bem assentes, e como vocês sabem, nos dias de hoje o dinheiro está caro, antigamente era de borla. Não temos ninguém que nos ajude como antigamente nos ajudavam, temos que bater às portas e deparamo-nos com várias dificuldades e temos de saber aquilo que queremos.
Temos uma equipa de trabalho que trabalha bem e que está a fazer aquilo que pode para que o Sport Clube de Rio Tinto cresça.

 

O que considera mais importante na formação de um atleta?
O mais importante, e a primeira coisa que temos de fazer é tirar os jovens da rua, para não provocarem coisas negativas às suas famílias, é uma das coisas que eu defendo, porque eu tenho filhos e nós na nossa sociedade temos a mania que só acontece aos outros.

O atleta da formação tem de ser uma pessoa amparada, que sinta o apoio necessário das pessoas que estão ligadas ao clube para crescer no nível educativo e desportivo.

Posso dizer, que o Sport Clube de Rio Tinto está a fazer um bom trabalho educativo para os atletas, e cada vez mais vai melhorar.

 

O capitão da equipa de Juniores, Bruno “Ferrari”, foi um dos nossos entrevistados e elogiou bastante o trabalho dos actuais dirigentes do Clube! Este espírito é para manter?
Posso falar pela minha equipa: Esta equipa que aqui está, está forte. A nossa linguagem perante as pessoas é a mesma! O Ferrari disse isso, mas se vocês entrevistarem outros atletas eles vão dizer o mesmo, isso tenho a certeza. Nós estamos com eles nas coisas boas mas também nas más. Tentaremos evoluir ainda mais, para criar um Sport Clube de Rio Tinto diferente.

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Sente algum apoio por parte da AF Porto, no auxílio à formação dos jovens atletas?
A AF Porto poderia colaborar muito mais com os clubes que fazem um bom trabalho na formação de atletas, não é com “clubes de café” mas sim com clubes que o merecem. A AF Porto em vez de ter as pessoas em reuniões ou lá dentro sem se saber o que fazem, deviam de vir para o terreno ver o que é precisam os clubes, não é só os clubes que têm de dar dinheiro à AF Porto. A AF Porto deveria ter outro tipo de abertura para os clubes, que infelizmente não tem.

 

É muito vulgar, actualmente, ouvir-se dizer que os Clubes Portugueses têm que fazer apostas sérias na sua formação! O SC Rio Tinto está atento a esta necessidade?
Sim, está. Claro que gostava de ter mais Ivos (Ivo Rodrigues, jogador do FC Porto) e Ronaldos, mas não temos. O Sport Clube de Rio Tinto está a trabalhar para criar cada vez mais essa situação, que é o futuro do clube.

 

Pode indicar-nos o que tem sido feito, de concreto, para integrar os jovens atletas juniores no plantel sénior?
Tem-se feito alguma coisa nesse aspecto. Muito abertamente vou-vos dizer, gostava que os Juniores fossem mais vezes aos Seniores, assim como os Juvenis aos Juniores e assim sucessivamente, faz parte do processo de evolução dos atletas.

Mas um grande problema, e já tivemos esse problema este ano, que é os pais não quererem que os filhos subam de escalão, o que para mim é um erro. Ainda aqui há dias, num escalão de formação tive de lhes mostrar as vantagens de subirem de escalão, que é o conhecimento de outras pessoas, os colegas têm outra idade e a competição é outra. Este ano, temos um caso no futebol nacional, que é o Ruben Neves, que no ano passado era Juvenil, tem 17 anos, está na equipa sénior e ainda não saiu de lá. Os atletas assim ganham mais maturidade, quer pessoal quer desportiva.

 

O SC Rio Tinto tem algum critério de contratação de treinadores, para a formação?
Gostaríamos muito de ter o Villas Boas, mas não podemos (risos). Como temos poucos recursos monetários, temos de recorrer aquilo que conseguimos. Mas na formação do Sport Clube de Rio Tinto temos treinadores com qualidade!

 

Qual a maior dificuldade que encontra no seu dia-a-dia, enquanto dirigente da formação?
O maior problema é o dia-a-dia, todos os dias acontece qualquer coisa, ou é água, ou é uma lâmpada, etc.

 

Os pais (Encarregados de educação) dos nossos atletas, são uma “peça” importante na estrutura da formação?
Muito! Nós no ano passado tínhamos 67 atletas na formação, hoje temos 161, na academia tínhamos 32, neste momento temos 64 atletas, uma pequena diferença de números! E com isto, quero dizer, que são os pais que trazem para aqui os seus filhos! Digo ainda mais, houve alguns atletas que saíram para outros clubes e estão a voltar, o que demonstra que os pais e os atletas se sentem bem aqui.

Podemos ter um campo pelado, mas sabemos tratar bem quem está connosco. Um dia, não sei quando, haveremos de ter um campo sintético, um dia, pois só me acredito quando vir as máquinas a avançarem, mas, se me perguntassem, eu queria o sintético no Campo da Ferraria.

Eu tenho que defender o meu produto, por isso tenho que defender os pais, tenho que falar com eles, com isto não tenho que concordar sempre com eles, porque não concordo, mas temos de os tratar bem, que é o que temos vindo a fazer.

Os pais são uma peça fundamental na formação dos homens e dos atletas.

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A que objectivos se propôs no início desta temporada desportiva?
Para mim o mais importante é que os atletas sejam educados dentro do campo, o mais importante não é ganhar, mas todos nós gostamos de ganhar e incentivamos para isso!

Ainda aqui à dias, um dos escalões de formação do Sport Clube de Rio Tinto foi a um torneio a Valongo e estava lá um colega meu do FC Porto, ele confidenciou-me que os miúdos têm um comportamento dentro do campo excelente, e é o que se passa em todos os escalões, com isto não quero dizer, que de vez em quando não possa acontecer uma situação menos positiva, mas são miúdos e estamos cá também para os educar.

 

Recentemente, as infraestruturas da formação, foram selvaticamente atacadas! Esta barbárie serviu para unir ou pelo contrário, desanimou-vos?
Eu agradeço muito à pessoa que fez isto, porque se ele pensou que fazia uma coisa destas para nós desistirmos, para nos desunirmos, pode ficar ciente que nos uniu! Já estávamos unidos, mas isto serviu para fortalecer ainda mais a nossa equipa.

Se essa pessoa vir esta entrevista, estamos-lhe grato.

Posso acrescentar ainda, que dois elementos do nosso grupo, nesse mesmo dia, ajeitaram as portas que ele estragou. Se ele estava à espera de encontrar dinheiro, então o que ele fez não foi para nada, podia era ter aberto uma gaveta e deixar lá algum (risos).

 

Por último, e porque estamos no início do ano 2015, gostaríamos que deixasse uma palavra dirigida aos associados, amigos e simpatizantes do SC Rio Tinto!
Desejo tudo de bom para os nossos associados, simpatizantes e amigos, mas não só, quem não nos conhece, que venha cá para nos conhecer, estamos cá para isso.

Para os nossos associados e simpatizantes, ajudem o clube naquilo que puderem. A mim não me custa pedir para ajudar o Sport Clube de Rio Tinto, não tenho vergonha. Tudo o que nos puderem dar e ajudar, uma opinião que seja, nós estamos abertos para vos receber.
Ao nosso Diretor, Fernando Oliveira, deixamos aqui o nosso agradecimento por nos ter concedido esta entrevista, desejando-lhe, extensível a toda a sua equipa de trabalho, votos de que o ano de 2015, seja um ano de sucessos, não só desportivos, mas também pessoais. Aproveitamos também para lhe agradecer, mais uma vez, extensível a todos os elementos da sua equipa de trabalho, toda a dedicação e disponibilidade, com que diariamente gerem os destinos dos nossos atletas mais jovens e o bom nome do “nosso” Clube.

 

Um bem haja a todos e
Força Sport Clube de Rio Tinto!

Jogo Extra – Rui Teixeira

Esta semana, o nosso convidado é o número 18 do plantel senior, Rui Teixeira.

Bilhete de Identidade:
Nome: Rui Teixeira
Idade: 20 anos
Naturalidade: Rio Tinto
Nacionalidade: Portuguesa
Posição: Extremo
Número: 18

Quais os teus pontos fortes dentro de campo? O que achas que mais tens de trabalhar?
Sou um jogador rápido que aposta muito na velocidade e que aproveita os espaços atrás da defesa, mas também tenho um bom remate. Tenho que trabalhar mais a receção e o passe, que é as coisas que eu falho mais.

E fora do campo, como te defines? O que é que mais gostas de fazer?
Sou uma pessoa normal, sou um rapaz simples. Gosto de estar em casa, estar com a namorada, com os amigos.

Quais os teus objetivos para este ano? E no futuro?
A nível individual espero evoluir para atingir outro patamar, a nível coletivo continuarmos a fazer uma boa época e se possível subir de divisão, que era o ideal.
No futuro espero ir o mais longe possível.

Onde te vês daqui a 5 anos?
Espero ser profissional de futebol, se possível jogar numa 1ª ou 2ª liga (risos). Gostava muito e vou trabalhar para isso!

Qual a tua melhor época até agora?
Para mim esta está a ser a melhor, acho que tenho estado bem e tenho ajudado o grupo. Temos estado bem, os resultados dizem isso e o grupo é muito bom.

Cristiano Ronaldo ou Messi?
Cristiano Ronaldo.PES ou Fifa?
PES.Verão ou Inverno?
Verão.Golo ou assistência?
Golo.

TV ou internet?
Televisão.

Carne ou Peixe?
Carne.

Como correu a tua passagem nos juniores do Boavista FC?
Foi uma boa passagem, apesar de no início ter sido bastante complicado, pois era um grupo novo e tive de me adaptar. Nos primeiros jogos nem convocado fui, mas depois o treinador mudou e comecei a jogar mais. Foi um bom ano em que aprendi bastante.

Houve alguma hipótese de ficares ligado ao clube?
Eu cheguei a integrar a pré-época, mas como eles faziam treinos bidiários e eu andava na escola e não deu para continuar.

Porquê que voltaste ao SCRT?
Tive muitos anos aqui e é um clube que eu gosto. Está numa divisão que tem visibilidade, sou jovem e tenho que jogar. O clube dá-me condições para eu evoluir.

Jogas no clube há muitos anos, tens notado alguma evolução?
Sim, tenho! O clube tem evoluído muito. Temos boas condições, as pessoas ligadas ao clube dão-nos bastante apoio. O Presidente está sempre com o grupo e nós sentimo-nos bem com isso. O ambiente no clube é muito bom.

Como defines o grupo?
Temos um bom grupo, um grupo unido, não há aquelas divisões no balneário. O bom ambiente dentro do balneário tem-se notado dentro de campo.

Tens alguma razão especial para usares o número 18?
Não. É um número que eu gosto e quando vim para cá estava disponível.

Qual o golo mais bonito que marcaste até hoje?
Na época passada contra o CF Serzedo, marquei 2 bons golos, mas o último de livre aos 93 minutos para mim foi o mais bonito que marquei até hoje.

Qual o melhor jogador com quem jogaste no Sport? Jogador favorito a nível mundial?
Nos seniores foi o Miguel, sem dúvida. Na formação foi o Ivo Rodrigues, que agora joga na equipa B do FC Porto, na altura ainda éramos miúdos mas ele já tinha muita qualidade.
A nível mundial, Cristiano Ronaldo, sempre gostei muito dele.

Já tiveste ou tens algum apelido dentro do balneário?
Agora não, mas nas camadas jovens, um colega meu apelidou-me de “Sapo”, porque eu fazia parkour e andava sempre aos saltos (risos).

Uma coisa que tenhas feito na vida que te orgulhas?
Não tenho nada assim de muito especial, mas orgulho-me de tudo aquilo que faço, não me arrependo de nada, sigo sempre o meu instinto

Estudas ou trabalhas?
Neste momento estudo, estou acabar o 12º ano. No futuro gostava de seguir algo relacionado com o desporto, porque é aquilo que eu mais gosto.

 

Dados estatísticos – Época 2014/2015

Competição Adversário Res. Minutos Golos
Elite AF Porto Gens (f) 2-2 90
Elite AF Porto Padroense (c) 4-0 84
Elite AF Porto Aliança Gandra (f) 1-1 84
Elite AF Porto Perafita (c) 1-0 87
Elite AF Porto Candal (c) 2-1 89
Elite AF Porto Vila Meã (f) 2-0 85 1
Elite AF Porto Paredes (c) 2-1 86
Elite AF Porto Aliados Lordelo (f) 0-1 70
Elite AF Porto Valadares Gaia (c) 2-0 69
Elite AF Porto Leça (f) 1-0 75
Elite AF Porto Grijó (c) 2-1 83 1
Elite AF Porto Oliveira do Douro (f) 0-0 60
Elite AF Porto Lixa (c) 2-0 90
Elite AF Porto Varzim B (f) 0-2 81
Elite AF Porto São Pedro da Cova (c) 1-3 90 1
Elite AF Porto CF Serzedo (f) 2-1 90
Total 16 jogos 1313 3

 

Jogo Extra – Jean

Esta semana, decidimos entrevistar o número 11 do plantel senior, Jean, que cumpre a sua 9ª temporada de amarelo e preto e a sua 1ª no plantel senior.

Bilhete de Identidade:
Nome: Jean Almeida
Idade: 18 anos
Naturalidade: Porto
Nacionalidade: Portuguesa
Altura: 1,79 cm
Peso: 59 kg

Quais os teus pontos fortes no campo? O que achas que mais tens de trabalhar?
Acho que sou um jogador tecnicamente evoluído e com muita vontade de trabalhar para conseguir os meus objetivos.
Tenho de trabalhar muito a nível físico, fazer ginásio, ganhar força muscular, que é o que me falta, para quem sabe um dia, chegar a outros patamares.

E fora do campo? Como te defines?
Sou uma pessoa normal, como outro qualquer. Sou um bom amigo, divertido e interajo bem com as pessoas.

Como está a ser a adaptação ao futebol senior?
Uma experiência totalmente diferente daquilo que estava habituado! Dentro do balneários os meus colegas ajudaram-me a integrar da melhor maneira e neste momento só tenho que agradecer a eles por tudo o que têm feito por mim, pela forma fantástica que me receberam.

Jogaste sempre no SCRT, qual o teu melhor ano?
Era Juvenil de 1º ano, subi de divisão e marquei alguns golos. Foi uma época de altos e baixos, mas sobretudo conseguimos atingir os nossos objetivos.

Cristiano Ronaldo ou Messi?
Cristiano Ronaldo. 

PES ou Fifa?
PES.


Verão ou Inverno?

Verão.


Golo ou assistência?

Assistência.


TV ou internet?

Televisão.

Qual o melhor jogador com quem jogaste nas camadas jovens do SCRT ?
Domingos Gomes! Neste momento está no Moura AC, do Campeonato Nacional de Seniores. Era um miúdo reguila, ninguém dava nada por ele, começou a trabalhar e a ser humilde e até já foi à Seleção Angolana de sub-20.

Que diferenças encontras entre o futebol sénior e de formação? Qual foi o maior choque, se é que houve?
Nota-se muitas diferenças, as condições de trabalho, a estrutura é muito profissional, as mentalidades são totalmente diferentes! Estou a gostar muito desta experiência!
O choque que tive foi positivo, foi ver um grupo com muita qualidade e totalmente focado em cumprir os objetivos.

Quais os teus objetivos para este ano?
Os objetivos que planeei já estão cumpridos! Tenho sido opção e agora só tenho de trabalhar ainda mais para continuar a ser e para evoluir.

Os teus colegas receberam-te bem? Foste “praxado”?
Sim! Tive a sorte de não me praxarem os meus colegas receberam-me de braços abertos. Temos um grupo fantástico e agradeço-lhes por tudo o que têm feito por mim.

Algum jogador do Sport que olhes como modelo a seguir?
O Bruno Costa, porque joga na minha posição, mas também o Maga, que foi quem mais me ajudou a integrar neste plantel, e só lhes tenho a agradecer.

Jogador favorito no Sport e jogador favorito no futebol mundial.
Na atualidade o Maga, no passado o nosso amigo Miguel. Em termos de futebol mundial, o Cristiano Ronaldo.

Já representas o clube há alguns anos. Tens sentido alguma evolução?
No meu primeiro ano de sénior tive a sorte de entrar este Presidente, que ama mais o clube que nós todos juntos! Durante os meus outros 8 anos, parecia que os Presidentes não queriam muito saber de nós, até porque podíamos ter tido melhores resultados e não os tivemos porque sentíamos pouco apoio e isso notou-se ano passado, em que tínhamos uma boa equipa e acabamos por descer de divisão, mas faz parte do passado, agora, o clube, está em boas mãos. Mas com isto não quero dizer que os outros Presidentes não tivessem feito o seu trabalho, porque nota-se que o clube tem evoluído.

Usas o número 11 por alguma razão especial? Qual a razão para escolheres esse número?
Não, gosto mais do 7, mas ainda não tenho estatuto para pedir esse número, daí ter escolhido o 11.

Qual o golo mais bonito que marcas-te?
Foi contra o AC Bougadense, um golo de pontapé de bicicleta, no escalão de iniciados.

De que é que mais te orgulhas na tua vida?
Dentro do futebol orgulho-me de ter sido sempre humilde, fora do campo a minha família e os meus amigos, que sempre me apoiaram, são o meu orgulho.

Estudas ou trabalhas?
Estudo, estou a terminar o 12º ano.

 

Dados estatísticos – Época 2014/2015

Competição Adversário Res. Minutos Golos
Taça Brali Gens SC (c) 1-0 08
Taça Brali AD S Pedro da Cova (f) 1-1 61
Elite AF Porto Padroense (c) 4-0 06
Elite AF Porto Aliados Lordelo (f) 0-1 26
Elite AF Porto Oliveira do Douro (f) 0-0 15
Elite AF Porto Lixa (c) 2-0 06
Total 6 jogos 122